Justiça ouve PMs acusados de receber propina no caso Rafael Mascarenhas

Dois policiais são acusados de corrupção passiva, falsidade ideológica e descumprimento de missão por terem cobrado R$10 mil para liberar atropelador de Rafael

Julia Baptista, estadão.com.br

09 de setembro de 2010 | 15h47

SÃO PAULO - A Justiça Militar do Rio de Janeiro realiza, desde as 12 horas desta quinta-feira, 9, audiência de prova de acusação do processo em que os policiais militares Marcelo José Leal Martins e Marcelo de Souza Bigon são acusados de corrupção passiva, falsidade ideológica e de descumprimento de missão no caso da morte de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães.

 

Segundo a denúncia, eles teriam cobrado R$ 10 mil de propina para liberar o motorista Rafael Bussamra, que atropelou o músico Rafael Mascarenhas, na madrugada do dia 20 de julho, no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul do Rio.

 

Os policiais estão sendo julgados por um Conselho Permanente de Justiça da Polícia Militar, presidido pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros e composto pelos PMs major Ivan do Espírito Santo Araújo, capitão Glauber Roberto Telles Esteves, capitão Ricardo DAzevedo Santos Neto (sorteado em substituição ao capitão Lauro Moura Catarino, após comunicação de sua prisão em flagrante pela prática do crime de furto qualificado); e pelo capitão Renato Paulino Senna dos Santos.

 

Na audiência, os réus vão ouvir os depoimentos de seis testemunhas de acusação, sendo três civis e três militares. Entre os civis estão o suposto atropelador Rafael Bussamra, seu pai Roberto Bussamra e o carona do segundo carro, que estava no túnel no dia do atropelamento, chamado Gustavo.

 

Os acusados foram interrogados em 26 de agosto por cerca de seis horas e negaram os fatos apresentados na denúncia.

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