Justiça pede guardião provisório para filho de Cristina Mortágua

De acordo o menor, Cristina teria xingado, desferido socos, chutes e arremessado objetos contra ele, por estar inconformada com a sua 'homossexualidade e o suposto uso de drogas'

Solange Spigliatti, Central de Notícias

14 de fevereiro de 2011 | 16h36

SÃO PAULO - A Justiça do Rio entrou com uma representação na última sexta-feira, 11, pedindo a nomeação de um guardião, responsabilização da mãe e adoção de medidas de proteção para o filho da ex-modelo Cristina Mortágua. O motivo da representação foi por conta da agressão física e psicológica que ela teria cometido contra seu filho adolescente no último dia 7. A representação administrativa foi feita pelo Ministério Público Rio, por meio da 5ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude da Capital.

 

De acordo com declarações do menor, Cristina teria xingado, desferido socos, chutes e arremessado objetos contra ele. Na representação, consta que Mortágua declarou à polícia e à imprensa que as agressões foram motivadas por seu inconformismo quanto à "homossexualidade e o suposto uso de drogas" pelo filho. Ela também alegou estar sob efeitos de medicamentos controlados para tratamento de transtorno bipolar.

 

Para a Promotora, essas declarações expuseram o adolescente a uma "situação vexatória e constrangedora, atentando contra sua dignidade". Renata Carbonel pediu que a avó do menor, Neide da Silva Mortago, seja nomeada sua guardiã provisória e que seja feito estudo social e psicológico da família, além de outras medidas previstas no Artigo 129 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - incluindo visita domiciliar para averiguar a segurança no ambiente familiar do adolescente.

 

O MPRJ pediu, em caráter de urgência, a realização de audiência especial com os pais do menor, a avó e a empregada da família. "Assim, o que se vê é que o adolescente se encontra em evidente situação de risco, o que justifica a presente medida, que visa a não apenas garantir seus direitos fundamentais, mas, também, a fixar responsabilidades para os efeitos do ECA", afirmou a Promotora.

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