Justiça proíbe filhos do casal Staheli de deixarem o País

A Justiça do Rio de Janeiro proibiu os filhos do casal Staheli de deixarem o País antes da conclusão do inquérito policial sobre o assassinato de Zera Todd Staheli e Michelli David Staheli. Na próxima quarta-feira, a Polícia vai realizar a reconstituição do crime com a presença dos filhos mais velhos do casal, uma adolescente de 13 anos e um menino de dez. O secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, disse hoje no programa "Fala, Governadora", veiculado numa emissora de rádio do Rio, que dois detalhes o intrigam no assassinato do casal Staheli: o fato de Zera Todd Staheli ter sido encontrado com uma almofada sobre o rosto, indicativo, na avaliação do secretário, de que quem cometeu o crime não queria ver depois o que fez. O outro é sobre a machadinha encontrada no quarto da filha adolescente do casal. No entanto, no depoimento para a Justiça, o outro filho do casal disse que no dia anterior ao assassinato, numa reunião com os colegas, mostrou a machadinha para os amigos, mas que depois guardou no armário do seu quarto. Garotinho destacou que não está acusando ninguém, mas a Polícia terá que esclarecer esses fatos intrigantes. O coordenador de Polícia Técnica e Científica, Roger Vinicius Ancilotti, disse que a perícia examinou a machadinha, usando o produto que revela a presença de sangue mesmo que o objeto tenha sido lavado, mas que nenhum vestígio foi achado. Informou que pretende fazer exames mais detalhados na machadinha. O executivo da Shell, Zera Todd Staheli, foi encontrado morto, com vários ferimentos na cabeça, na casa onde morava num condomínio de luxo da Barra da Tijuca, na madrugada do último domingo. Ao seu lado, gravemente ferida, estava a esposa Michelli David Staheli, que morreu quatro dias depois, no Hospital Copa D´Or. As informações são da Agência Brasil.

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