Justiça proíbe vôos com Fokker e Boeing em Congonhas

A Justiça Federal de São Paulo decidiu proibir, a partir da próxima quinta-feira, os vôos de aviões Fokker-100 (MK-28) e Boeing 737-800 e 737-700 no aeroporto de Congonhas. A decisão, segundo o juiz Ronald de Carvalho Filho, da 22ª Vara Cível Federal de São Paulo, ocorre para que sejam evitados novos acidentes no aeroporto. Na mesma decisão, Carvalho Filho negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para fechar totalmente a pista principal do aeroporto, por causa do risco de derrapagens em dias de chuva. O juiz poderá estender a restrição para o Boeing 737-400, mas ainda aguarda detalhes técnicos sobre este modelo para proferir sua decisão. A diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, informou que a Agência irá recorrer da decisão. "Vamos recorrer da decisão porque entendemos que a medida vai afetar os interesses dos usuários." Segundo ela, a medida, além de afetar os interesses dos usuários, sobretudo por causa da proximidade do feriado de Carnaval, onde o fluxo de vôos é maior, também afeta os interesses das empresas que operam com esses aviões. A diretora da Anac informou que a OceanAir será uma das companhias mais afetadas com a decisão porque a empresa só opera com Fokker-100 e a maior parte de seus vôos está concentrada no aeroporto de Congonhas. Além da OceanAir, a Gol também deve ter impactos sérios em sua malha. Cerca de 30% dos vôos da companhia passam por Congonhas, conforme declaração dada pelo seu presidente, Constantino de Oliveira Junior, em teleconferência realizada em 30 de janeiro. Vale lembrar que a frota da Gol é formada principalmente por Boeings 737-700 e 800, incluídos na restrição, além de alguns 737-300. Na ocasião, o executivo cogitou transferir alguns vôos de Congonhas para Guarulhos por causas das obras programadas para o final de fevereiro, quando a pista auxiliar de Congonhas sofrerá algumas melhorias. A pista principal, que apresenta os problemas de derrapagens em dias de chuva, só deverá ser reformada a partir de junho, segundo o cronograma atual da Infraero, que administra o aeroporto. A decisão da Justiça deverá ter menor impacto sobre TAM e Varig, que possuem poucas unidades de Fokker-100 (TAM) e Boeing 737-700 e 800 (Varig) em suas frotas. A TAM opera principalmente modelos A-320 da Airbus, e a Varig, Boeing 737-300 e 400.

Agencia Estado,

05 Fevereiro 2007 | 21h17

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