Justiça prorroga prisão de lobista ligado a governador

Amigo de Carlos Gaguim, do Tocantins, é apontado pelo Ministério Público como corruptor de agentes públicos

, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

A Justiça prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária do lobista Maurício Manduca. Amigo do governador do Tocantins, Carlos Gaguim (PMDB), o lobista é apontado pelo Ministério Público de São Paulo como articulador de contatos políticos e corruptor de agentes públicos. Em abril, Manduca fez parte de comitiva de Gaguim à China.

A ampliação do prazo de custódia dos suspeitos é extensiva a dois policiais e a cinco empresários, entre eles José Carlos Cepera, a quem a promotoria atribui o papel de líder de organização para fraudes a licitações.

Cepera mantém negócios com a gestão Gaguim, que busca reeleição - uma empresa suspeita, O.O. Lima Limpadora, tem contrato de R$ 14 milhões com o governo do peemedebista.

A prorrogação foi decretada pelo juiz Nélson Augusto Bernardes, da 3.ª Vara Criminal de Campinas. Contratos de seis empresas de Cepera em 11 prefeituras paulistas estão sob análise. As prefeituras de Mauá e Guarulhos, citadas pela promotoria, informaram que não mantêm contrato com essas empresas.

O criminalista Luiz Flávio Borges D"Urso, advogado de Cepera, vai entrar com habeas corpus no Tribunal de Justiça. "Não há justificativa para manter o sr. Cepera preso", protestou D"Urso. "Ele já foi ouvido pela polícia, buscas e apreensões já ocorreram, interceptação telefônica está sendo feita há meses. O sr. Cepera é um empresário correto, está disposto a colaborar. Não há motivos e nem necessidade de prorrogação da prisão."

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