Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Justiça prorroga tempo de prisão de cinco detidos no Rio

Presos estão no complexo de Bangu sob a acusação de formação de quadrilha, por participar de manifestações de rua

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2014 | 16h43

Atualizada às 19h01

RIO - A Justiça determinou a prorrogação, por mais cinco dias, da prisão temporária das cinco pessoas acusadas de formação de quadrilha, por participarem de manifestações de rua. São elas: Eliza Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, Tiago Teixeira Neves da Rocha, Eduarda Oliveira Castro de Souza, Camila Aparecida Rodrigues Jourdan e Igor Pereira D’Icarahy.

O juiz da 27ª Vara Criminal, Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, que havia determinado a prisão deles na antevéspera da final da Copa do Mundo no Maracanã, foi quem definiu a extensão do período delas no complexo penitenciário de Bangu, atendendo à demanda da Delegacia de Repressão de Crimes de Informática (DRCI). Eles estão separados dos demais detentos.

O juiz ressaltou que as investigações ainda estão em curso e que ao efetuarem as prisões os policias encontraram com os acusados “armas e material para a confecção de coquetéis molotov e outros explosivos, o que robustece ainda mais os indícios de existência da associação investigada.”

Dezessete mandados de prisão temporária foram cumpridos no sábado. Doze pessoas tiveram a liberdade determinada pela Justiça na terça-feira à noite, mas até as 18 horas desta quarta permaneciam em Bangu. Amigos e parentes passaram o dia todo na entrada do complexo à espera da liberação e reclamaram da falta de detalhes sobre as acusações. 

Segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, o documento para a soltura delas não havia chegado à unidade. O juiz Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal, acatou os pedidos de habeas corpus por acreditar que não havia motivo para que eles tivessem sido encarcerados no sábado. Na ocasião, o chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, afirmou que o objetivo das prisões era evitar atos violentos no dia do jogo.

Darlan informou que só recebeu 12 pedidos de habeas corpus, mas o advogado Marcelo Chalréo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio, que presta assistência a todos os casos, disse que os 17 foram incluídos nos documentos.  

“Os outros cinco devem ser casos em que havia outros elementos, como presença de explosivos. As informações estão muito desencontradas. Os advogados não estão tendo acesso às acusações, então a defesa fica muito mais difícil. A situação é caótica”, criticou Chalréo. Sete pessoas continuam foragidas.

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