Justiça recebe denúncia contra Andinho

A Justiça de Campinas acatou denúncia do Ministério Público, e Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, será processado e julgado por co-autoria do assassinato do prefeito Antonio da Costa Santos, morto com um tiro em 10 de setembro do ano passado. A denúncia do MP foi aceita nesta segunda-feira pelo presidente do Tribunal do Júri de Campinas, José Henrique Torres.Torres pediu a prisão preventiva do acusado, que está detido desde fevereiro, suspeito de liderar uma quadrilha de seqüestradores na região de Campinas. Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, que concluiu o inquérito sobre o assassinato, o prefeito foi morto por membros da quadrilha de Andinho.Segundo o DHPP, o seqüestrador e outros quatro comparsas, mortos em confrontos com policiais civis, estavam em um Vectra prata que ultrapassou o carro do prefeito, um Palio. Durante a ultrapassagem, um dos quatro atirou contra Toninho, que morreu no local, porque estaria atrapalhando a fuga do grupo.O DHPP não esclareceu a autoria do disparo nem localizou a arma. Andinho nega ter participado do crime, mas outro comparsa, Cristiano Nascimento de Faria, confirmou que o assassinato foi cometido pela quadrilha.O DHPP afirmou que tem provas para incriminar Andinho e seu bando. Depois de concluído, o inquérito foi encaminhado ao MP, que o repassou ao juiz. Torres devolveu o inquérito duas vezes ao Ministério Público, pedindo alguns esclarecimentos antes de aceitar a denúncia.Além da co-autoria na morte do prefeito, Andinho é acusado de tentativa de homicídio contra o motorista de um Vectra verde, ocorrida minutos antes do assassinato de Toninho. O Vectra prata colidiu com o verde, conforme indicaram perícias feitas na lataria dos dois automóveis. O julgamento de Andinho vai ocorrer em Campinas.

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