Justiça retira 18 lotes confiscados de traficantes de leilão no MS

Juiz atendeu pedido de desembargador que alegava que o processo de confisco dos bens não foi concluído

João Naves de Oliveira, O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2008 | 14h34

Os narcotraficantes João Freitas de Carvalho, conhecido como João Jacaré, e José Severino da Silva, vulgo Cabecinha do PCC, conseguiram livrar do leilão realizado nesta quarta-feira, 13, no prédio da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul, bens adquiridos com dinheiro do tráfico de drogas. Foram retirados do pregão 18 lotes contendo, entre eles, 12 sobrados em Campo Grande e um condomínio residencial em Jaraguari, norte do Estado.   A medida foi adotada pelo juiz federal, Odilon de Oliveira, atendendo decisão do desembargador Cotrim Guimarães, do Tribunal Regional Federal (TRF) 3.ª Região (SP), alegando a não conclusão do processo de confisco dos bens. Odilon explicou que a suspensão do leilão dos 18 lotes não é definitiva, somente até a apreciação final do processo em esfera superior. Na abertura do pregão, os bens a serem leiloados somavam R$ 7,8 milhões e depois da ordem do TRF baixou para R$ 6 milhões.   Foi a primeira parte do leilão e, ainda conforme Odilon, acrescentando que ocorrerão outras etapas, até a atingir a soma de R$ 17 milhões que é o valor total dos bens confiscados de traficantes no Mato Grosso do Sul. São barras de ouro, um avião, carros importados, uma fazenda, imóveis habitacionais, jóias e até um hotel completo na cidade de Água Clara, região leste do MS.

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