Justiça trabalhista proíbe MTA de retirar aviões do Brasil

A Justiça proibiu a Master Top Linhas Aéreas (MTA) de retirar dois aviões do Brasil. A empresa foi pivô da demissão da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra em setembro. A decisão de apreender as duas aeronaves foi tomada na quinta-feira pelo juiz João Dionísio Viveiros Teixeira, da 4.ª Vara Trabalhista de Campinas (SP). Depois de perder os contratos com os Correios, a MTA entrou em grave crise financeira e agora ameaça retirar do Brasil todos os seus aviões.

Leandro Colon / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 Abril 2011 | 00h00

A apreensão das aeronaves, segundo o juiz, é necessária para garantir o pagamento de dívidas trabalhistas. De acordo com o magistrado, a MTA pode "esvaziar o seu patrimônio no âmbito das fronteiras brasileiras".

Conforme revelou o Estado, a empresa pertence ao empresário argentino Alfonso Conrado Rey e está em nome de laranjas no Brasil em um negócio envolvendo o coronel da Aeronáutica Eduardo Artur Rodrigues. A MTA ganhou as manchetes por causa do tráfico de influência de Israel Guerra, filho de Erenice, a seu favor dentro dos Correios. Após o episódio, a Controladoria-Geral da União apontou irregularidades nos contratos entre MTA e Correios.

A estatal rompeu o serviço e a empresa foi punida a ficar cinco anos sem fechar contratos com o governo. Sem dinheiro, já retirou alguns aviões do Brasil. Os dois que restam podem ser a salvação dos funcionários da empresa que foram demitidos na semana passada.

Procurado pelo Estado, o advogado da MTA, Marcos Pagliaro, criticou a decisão da Justiça e afirmou que vai recorrer. / COLABOROU AYR ALISKI

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