Karaokês onde a lei não canta

Carta 19.723Moro na Rua Maestro Bortolucci e não dormimos há meses porque o bar vizinho instalou um karaokê, mesmo não tendo proteção acústica e alvará de funcionamento. A gritaria vai pela madrugada, com bêbados urinando na rua e portões, jovens fazendo rachas, venda de bebida para menores, prostituição e drogas, o que pode ser averiguado em qualquer madrugada de 6.ª feira, sábado, domingo e feriados. Conversamos com o dono, que diz estar ?de mãos atadas? quanto à freguesia. Ninguém pode falar nada por ser alvo de ameaças tanto do dono como dos que freqüentam o bar. Meu marido e eu somos aposentados, doentes, e só dormimos com calmantes. O lugar nem placa tem: antes era chamado de ?bar do fofinho?, agora é o ?karaokê?. Fica na esq. da Sen. José Ermírio de Moraes com Rua Maestro Bortolucci. Não ponham meu nome, pois tenho medo de represálias. D.A. A Prefeitura responde:"Determinadas ações do Psiu, como esta, só podem ser realizadas com o apoio da Polícia Militar - mas no dia marcado para a ação houve um imprevisto e a PM não pôde acompanhar os fiscais. A vistoria foi reprogramada. A Sub Jaçanã informa que já iniciou ação de legalização para o bar, que tem 90 dias (resposta de 21/5) para comprovar a sua legitimidade e se regularizar. Depois disso, se ainda não tiver licença, o bar será interditado. Os rachas e outras questões são perturbação da ordem pública; assim, enviei a denúncia para a PM. Peço mais um pouco de paciência para que possamos resolver o transtorno."ANDREA MATARAZZOSecretário das SubprefeiturasCarta 19.724Mais cantoria Moro no Itaim Bibi; na esquina da Tabapuã com a Renato Paes de Barros há um bar-lanchonete que abriu um karaokê no andar de cima. O pessoal canta por mais de cinco horas, principalmente às sextas-feiras, dia de happy hour. Não entendo a falta de cidadania, pois o nosso direito acaba onde começa o alheio. Não sou contra o divertimento, só acho que ele deve se restringir a quem participa. Que tal fazer paredes à prova de som, como nas gravadoras? Já reclamei ao Psiu, mas a festa continua.MARIA BERENICE MATTEDIItaim BibiA Prefeitura responde:"A Sub Pinheiros foi informada do transtorno que o bar vem causando e mandou fiscais verificarem os documentos; na vistoria de 13/5, a documentação estava de acordo com a lei, inclusive alvará de funcionamento. No dia 16 o dono do bar esteve na subpref. e garantiu que o karaokê não mais funcionará. Mesmo assim, o Psiu marcou nova visita ao local (resp. de 21/5), e, se o karaokê estiver funcionando, será feita medição de nível do ruído."ANDREA MATARAZZOSecretário das SubprefeiturasA leitora informa que não houve mais barulho.Desde novembro estão fazendo uma obra em um imóvel na esq. da Oscar Freire com a Haddock Lobo, identificada apenas pelas letras ?SH? num tapume. Desde o início, a lei do silêncio é desrespeitada, pois eles trabalham aos domingos e feriados e, na semana, em horários impróprios. É impossível descansar em qualquer dia e horário. Já fizemos várias reclamações ao Psiu, polícia e subprefeitura, mas tudo leva a crer que o dono do imóvel ou a construtora têm algum poder para que não se respeite a lei. JOSÉ L. de MOURA COUTINHOCerqueira CésarA Prefeitura responde:"Esteja certo de que a construtora não está acima da lei - assim como a Prefeitura, que deve respeitar a legislação. A obra no imóvel na esquina citada é regular, conforme atesta a Sub Pinheiros, responsável pela região. Em relação ao barulho, agentes do Psiu estiveram no local no dia 19/5, constatando que o ruído está dentro do que é permitido pela legislação. Peço ao leitor que, caso o problema persista, nos avise, para que uma nova vistoria seja feita."ANDREA MATARAZZOSecretário das Subprefeituras A carta do leitor é de 5/2. O sr. José Leonardo informou à coluna, no dia 2, que a fiscalização foi feita apenas em maio, quando a obra já havia terminado. E a loja foi inaugurada em meados de maio.Agradeço em nome da família do sr. Shoji Akutsu ao Hospital de Sete Barras, Hospital de Pariquera-Açu e à Sociedade Portuguesa de Beneficência de Santos, bem como aos médicos, enfermeiras e demais funcionários, pelo carinho e dedicação durante seu internamento e passagem.NAOYUKI OHECapitalCorrespondência para São Paulo Reclama: e-mails para spreclama.estado@grupoestado.com.br; cartas para Av. Eng.º Caetano Álvares, 55, 6.º, CEP 02598-900 ou fax 3856-2929, com nome, end., RG e tel., a/c de CECILIA THOMPSON, podendo ser resumidas a critério do jornal. Cartas sem esses dados não serão consideradas. As respostas não publicadas serão enviadas pelo correio.

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