Kassab diz que limpeza não vai piorar com corte

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) defendeu ontem o corte nos recursos destinados à limpeza de ruas e disse que a cidade não vai ser prejudicada, pois não haverá queda de qualidade no serviço. A Prefeitura determinou um corte de 20% nas verbas para a varrição de ruas e para a retirada de entulho. Kassab atribuiu a redução à queda na arrecadação, que teria caído mais de R$ 5 bilhões desde que a proposta de Orçamento foi apresentada na Câmara Municipal, há quase um ano. Apesar de reconhecer o corte, divulgado ontem pelo jornal Folha de S.Paulo, a Secretaria Municipal de Serviços não soube informar se a redução incide sobre o valor total destinado à varrição no início do ano ou sobre o valor que restou para o segundo semestre. O Orçamento inicial previa cerca de R$ 300 milhões para este fim, ou seja, a mudança pode ter provocado uma redução de até R$ 60 milhões nas verbas para a limpeza das ruas. "Não haverá danos. Apenas estamos otimizando os recursos e vamos ser muito rigorosos na fiscalização para preservar a qualidade", disse Kassab, ontem, durante o 21º Fórum Paulista de Transportes, na sede do Sindicato das Empresas Transportadoras de Carga de São Paulo (Setcesp). A Secretaria Municipal de Serviços informou que vai se reunir com os 31 subprefeitos da cidade para "reorganizar e elaborar novos planos de serviço". "A Prefeitura vai solicitar às empresas e ao sindicato dos funcionários de limpeza urbana que seja feita uma distribuição equânime da redução de 20%, ou seja, em vez de diminuição do número de funcionários, deverá haver a diminuição de horas trabalhadas por equipe", afirmou a secretaria, em nota. O prefeito nega que a limpeza tenha sido preterida e afirma que os cortes foram necessários também em outras áreas. "A Secretaria de Cultura teve cortes expressivos, assim como a Secretaria de Esportes, a de Habitação, a Siurb (Secretaria de Infraestrutura Urbana), a das Subprefeituras. Apenas não houve cortes na Saúde e na Educação. E nosso esforço é no sentido de não fazer." Sobre a manutenção dos R$ 600 milhões em subsídios a empresas de ônibus para manter a tarifa - promessa de campanha -, o prefeito diz que foi um "compromisso" firmado com o governo federal e estadual para amenizar a crise.

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