Kassab garante que coleta de lixo será normalizada

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, garantiu neste domingo, 15, que a coleta de lixo na maior cidade brasileira será normalizada na segunda-feira, quando o Tribunal Regional do Trabalho vai julgar se a paralisação é legal ou não. Os lixeiros da capital paulista entraram em greve na sexta-feira por tempo indeterminado. Na visão de Gilberto Kassab (DEM), ainda que a greve seja mantida por mais alguns dias, o esquema de emergência adotado pelo governo vai dar conta de recolher o lixo. ?Se a greve for decretada legal, continua a obrigatoriedade das empresas de prestarem o serviço?, disse Kassab. ?Em segundo lugar, a Prefeitura já mostrou que está preparada.? A reportagem do Estado circulou pela capital no domingo e encontrou vários locais lotados de sacos de lixo. Às 13 horas, na Avenida Paulista, na região central, havia lixo a ser recolhido em cada esquina. Na Rua Peixoto Gomide, as cestas utilizadas pelos prédios residenciais estavam lotadas. A mesma situação foi vista na Avenida Nove de Julho, a partir da altura do número 5.900, e também na Rua Hungria, no acesso à Marginal Pinheiros. Segundo o presidente da Simeaco, são cerca de 3 mil toneladas de lixo que deixaram de ser recolhidas por dia em decorrência da paralisação. Com os lixeiros de São Paulo entrando segunda no quarto dia de greve, a Prefeitura decidiu repassar às empresas de coleta todos os prejuízos sofridos com a paralisação do serviço. Desde sexta-feira, a Secretaria de Serviços incumbiu os garis (que não aderiram ao movimento) de fazerem a coleta de lixo, com o uso de 50 caminhões extras. Prejuízos Na noite de sexta-feira, uma liminar concedida pela Justiça da Fazenda Pública de São Paulo já havia obrigado que 70% dos lixeiros voltassem ao trabalho. Por dia, a cidade produz entre 10 mil e 11 mil toneladas de lixo residencial e de estabelecimentos comerciais. Com a liminar e a adoção das medidas emergenciais, cerca de 80% desse montante puderam ser recolhidos das ruas. A conta dos trabalhos ainda será computada pela Prefeitura e enviada para a EcoUrbs e a Loga - contratadas por R$ 10 bilhões para executar os serviços de limpeza do município até 2024. A paralisação poderá provocar ainda um prejuízo de R$ 100 mil por dia para cada empresa. Na noite de sexta-feira, a Secretaria de Serviços conseguiu uma outra liminar na Justiça que obriga as concessionárias a cumprirem os contratos integralmente - se não seguirem as determinações judiciais, estarão sujeitas à multa. Os funcionários do serviço de limpeza reivindicam 12% de aumento salarial, fornecimento de lanche, protetor solar e convênio médico gratuito. Hoje, às 14 horas, haverá audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). ?Queremos sensibilizar o segmento patronal para aumentar um pouquinho o salário e diminuir um pouco a cobrança (sobre os funcionários) do convênio?, disse Moacyr Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco). Segundo Pereira, os bairros mais afetados foram os da região central, além do Ipiranga, Jardins, Vila Mariana, Saúde e Vila Clementino. (Colaboraram Thaís Kuzman e Fernanda Aranda)

Agencia Estado,

15 Abril 2007 | 20h31

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