Kassab vai vetar projeto que amplia rodízio

Proposta da Câmara limita tráfego em parte do dia para todas as placas

Eduardo Reina e Humberto Maia Junior, O Estadao de S.Paulo

08 de dezembro de 2007 | 00h00

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) deixou claro ontem que vetará o projeto de lei do vereador Ricardo Teixeira (PSDB) que amplia o rodízio de veículos em São Paulo. A Câmara aprovou o texto em primeira votação. A segunda deve ocorrer até o fim do mês e, se aprovado, o projeto vai à sanção do prefeito. Kassab afirmou que, em sua gestão, não haverá aumento da restrição na circulação de veículos. No momento, segundo ele, a hipótese não é viável. "O projeto (de aumentar o rodízio) não está em consideração pelo Executivo", disse. "Não quero me manifestar sobre isso. O texto ainda não foi votado, pode ser emendado e pode não ser votado." Segundo ele, qualquer mudança no rodízio precisa ser debatida "com muita transparência" pela sociedade.O esquema em vigor retira de circulação no centro expandido, das 7 às 10 e das 17 às 20 horas, 20 % da frota. A cada dia da semana, de segunda a sexta-feira, dois finais de placa sofrem a restrição. A proposta de Teixeira amplia a proibição para todos os dias úteis e para toda a capital. Nos anos ímpares, veículos com placa final ímpar deixariam de circular das 7 horas às 8h30 e os de placa par, das 8h31 às 10 horas. À noite, funcionaria a mesma divisão, das 17 horas às 18h30 (ímpar) e das 18h31 às 20 horas (par). Em ano par, a restrição seria invertida.MÉXICOO Estado apurou que técnicos da Prefeitura foram para a Cidade do México conhecer as medidas adotadas pelo município para minimizar efeitos poluentes do tráfego e evitar o colapso viário. A Prefeitura planeja ações similares, que incluem melhorias no transporte público, como a inauguração de linhas do metrô e reforma das linhas de trens, em 2010. Chamadas de Plano Verde, as medidas mexicanas incluem a renovação de ônibus e táxis com mais de dez anos de uso, rodízio de carros aos sábados e obrigatoriedade do transporte escolar.Hoje há 1 automóvel para cada 1,92 habitante de São Paulo, enquanto em 1997 a proporção era de 1 carro para 6 cidadãos. No período, a malha viária passou de 13 mil para 16 mil quilômetros. O urbanista Cândido Malta defende a cobrança de pedágio de US$ 2 para entrar no centro expandido. A arrecadação iria para a melhoria do transporte público.

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