Ladrão mantém família refém em bairro pobre de Campinas

Uma mãe e três crianças vivem nesta terça-feira, 24, um dos piores dias de suas vidas no Jardim Novo Campos Elíseos, na periferia de Campinas. Por volta do meio-dia, a casa da família foi invadida por um bandido que fugia de uma perseguição da polícia. A família ainda está sob a mira do bandido, que libertou apenas um dos filhos, o pequeno Murilo, de quatro anos. Armado com uma pistola semi-automática, ele mantém a mãe a duas crianças como reféns em um corredor da residência. Pelo menos 40 policiais entre civis e militares cercam a casa e interditaram a rua. O tempo todo, três policiais especializados negociam com o bandido. De acordo com o major Francisco José Braga da Polícia Militar, a negociação está sendo muito difícil. ?Ele permanece muito tempo em silêncio. E o que sentimos é um clima de muita tensão dentro da moradia.? Negociação Por volta das 16 horas, o criminoso aceitou fazer uma negociação com a polícia. Em troca de um colete à prova de balas, ele liberou o menino Murilo, que irá completar quatro anos no mês que vem. Entretanto, a mãe, Mara Silva Souza, de 30 anos, e os filhos Thiago, de dez, e Victor, de sete, continuam em poder do criminoso. Os policiais não conseguem nem mesmo ver a vítimas, já que o bandido mantém as janelas fechadas. Somente por volta das 18 horas, a polícia conseguiu entregar lanches e refrigerantes para as crianças. O bandido, que se identificou como Ivanildo, chegou à residência da família depois de pular o muro de várias casas vizinhas. Ele havia acabado de roubar um videogame em uma galeria de lojas que fica próxima da casa das vítimas. Enquanto ele praticava o roubo foi abordado por um policial à paisana, que passou a persegui-lo pelas ruas do bairro e pediu reforço. Acuado, ele entrou na casa da família e fez mãe e filhos refém. Pai ficou fora O pai das crianças Isnaldo Soares de Oliveira acompanha todas as negociações do lado de fora. No momento em que o bandido invadiu sua casa, ele estava trabalhando. Muito nervoso, ele disse que estava torcendo para que sua família não fosse machucada. Parentes das vítimas que moram próximos estavam chocados. Muitos até choravam. No início da noite, a polícia iria começar a registrar o caso, em princípio, como cárcere privado e resistência à prisão. A intenção era de cortar a energia elétrica da residência, mas isso ainda não foi feito. ?É uma situação muito delicada porque envolve várias vítimas. Estamos trabalhando com o máximo de cautela antes de tomar a decisão de desligar a energia?, diz. ?Queremos negociar o máximo possível?, contou Braga.

Agencia Estado,

24 Abril 2007 | 19h48

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