Ladrão pára carro e mata mulher que ia para Cumbica

Ele rodou 5 km com vítima e atirou quando ela desceu para pegar bagagem

Andressa Zanandrea, O Estadao de S.Paulo

13 de dezembro de 2007 | 00h00

A vendedora Margarete Ferreira, de 44 anos, foi assassinada na noite de anteontem, pouco antes de embarcar num avião para São Luís (MA). Ela seguia para o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, em um Ford Ka prata, acompanhada de um casal de amigos. Perto do Cemitério do Carmo, na zona leste, um bandido cruzou o caminho do grupo. O ladrão mandou que Margarete parasse e tirou o rapaz do banco do passageiro. Depois, entrou no carro e ordenou à vendedora que dirigisse até uma rua deserta, a cerca de 5 quilômetros de distância. Impaciente, ele a matou minutos depois com um tiro no coração.Parentes e amigos contam que Margarete saiu de casa, em Guaianases, também na zona leste, às 22h20. "Ela ia passar o Natal e o ano-novo com amigos que moram lá", contou a amiga Eliana de Campos, de 42 anos. Seria a segunda vez que Margarete, que estudava Ciências Contábeis, viajaria a São Luís. Os dois amigos que a acompanhavam - uma estagiária de 31 anos e um autônomo de 30 - trariam o Ka de volta. No caminho, por volta das 23 horas, um homem negro, magro e alto, de calça jeans e camiseta branca, tentou render o motorista do carro que estava na frente. Como não conseguiu, foi em direção ao Ka. Armado, fez Margarete parar e entrou no carro após expulsar o amigo dela, ocupando o banco do passageiro. "Só vou levar o carro", avisou. As duas foram levadas à Rua Jaime Ribeiro Wright, no bairro Colônia Japonesa. Lá, o assaltante mandou que elas descessem do carro. Margarete decidiu, porém, pegar sua bagagem no porta-malas. Assustado, o ladrão achou que ela poderia tentar reagir e atirou à queima-roupa. A amiga se desesperou e não conseguiu dizer ao criminoso onde estava a chave do carro. Ele decidiu fugir a pé, sem levar nada. Ontem, policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disseram não ter pistas do crime.IRMÃO ASSASSINADOEsta foi a segunda vez que a família de Margarete sofre com o assassinato de um parente. Há cinco anos, o irmão caçula dela foi morto por bandidos. "Já perdi dois irmãos por causa da violência em São Paulo. O governo tem de fazer alguma coisa para conter essa criminalidade", disse uma irmã de Margarete, Márcia Ferreira, de 47 anos.

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