Ladrões das fotos de Carolina Dieckmann podem pegar até 15 anos de cadeia

Segundo a polícia, hackers podem ser enquadrados nos crimes de furto, extorsão classificada e difamação

Estadão.com.br

13 Maio 2012 | 23h29

A Polícia Civil do Rio de Janeiro descobriu que os responsáveis pela invasão do computador da atriz Carolina Dieckmann são quatro hackers que, a partir de um spam enviado para o email da atriz, tiveram acesso aos dados pessoais de Carolina.  Segundo a polícia, eles podem ser enquadrados nos crimes de furto, extorsão classificada e difamação. A polícia ainda  aguarda um laudo técnico e não concluiu o inquérito. Os suspeitos, que são do interior de SP e de MG, serão intimados a depor e podem cumprir pena de até 15 anos de cadeia, se condenados.

Segundo reportagem do Fantástico, a ação aconteceu a partir um código malicioso enviado para a atriz via e-mail (um spam). Ao ser aberto, o código deu acesso aos dados do computador da vítima. A partir de varredura feita na máquina e nos emails de Carolina, a polícia encontrou pistas dos suspeitos e chegou até Diego Fernando Cruz, Pedro Henrique Martins, Leonan Santos e mais um menor de idade. Na casa de Diego Fernando Cruz, em Macatuba, SP, a polícia encontrou CDs, laptops e cinco computadores. Em um deles, havia uma pasta nomeada 'Carola'.

Carolina contou à polícia que estava tendo problemas em suas contas de e-mail desde o ano passado. A princípio suspeitou da loja que consertou o seu computador. A partir de março, a atriz começou a receber telefonemas com chantagens e ameaças de publicação das fotos. O empresário dela recebeu também uma ligação exigindo pagamento de R$ 10 mil para evitar a divulgação das fotos.

Segundo a investigação da polícia, 60 arquivos foram roubados do computador de Carolina. Cruz teria sido o primeiro a divulgar as fotos em um site pornográfico e o menor teria ligado para Carolina para fazer as ameaças. Santos, um dos suspeitos, já é investigado em outro crime de desvio de dinheiro.

Embora no Brasil ainda não exista uma lei para crimes de informática, a Justiça brasileira se baseará no Código Penal para o julgamento dos suspeitos de espionagem virtual.

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