Ladrões levam R$ 250 mil de agência da Caixa no Rio

Três homens armados invadiram nesta quarta-feira, 3, uma área militar na Praia Vermelha, zona sul, e assaltaram uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF). Mesmo com a presença da Polícia do Exército, que faz a segurança no local, os criminosos dominaram três vigilantes e cinco funcionários do banco, que tinha acabado de ser reabastecido por um carro-forte e não estava aberto ao público. Testemunhas disseram que os ladrões passaram pela porta automática da agência usando um controle remoto clonado. Eles fugiram com cerca de R$ 250 mil em dois malotes, três revólveres calibre 38 dos vigias e a fita da câmera de segurança.O delegado de Polícia Federal Hylton Coelho, chefe do Núcleo de Operações da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (Delepat), acredita que houve conivência de funcionários da agência, mas não de soldados do Exército. "Foi um crime com muita frieza e ousadia. Não houve, no entanto, participação dos sentinelas. Eles apenas não têm a malícia da Polícia Militar nesses casos", afirmou. "Além disso, são garotos novos, entre 18 e 20 anos. Não têm experiência de vida para agir neste tipo de situação."O assalto ocorreu às 9h15. A agência da CEF funciona no térreo do prédio onde ficam hospedados 1.200 oficiais que estudam no Instituto de Matemática e Estatística (IME) e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. O coronel Fernando Lemos, relações públicas do Comando Militar do Leste, afirmou que o edifício tem segurança especial externa, mas nada foi notado pelos sentinelas. O alarme da agência também não foi acionado e os militares só foram avisados do roubo depois que os criminosos deixaram o local.A Urca é um bairro com forte presença militar, abrigando, além das unidades já citadas, a Escola de Guerra Naval e o Forte de São João, onde funciona a Escola Superior de Guerra. O major reformado do Exército Darci Moderno, de 82 anos, presidente da Associação Comercial da Urca, contou que quase não há assaltos a lojas na região. "O único problema aqui são os roubos praticados por motoqueiros. É preciso que a polícia aborde-os." Há três meses, ele foi assaltado a 200 metros da agência da CEF roubada ontem. Perdeu R$ 2 mil que tinha sacado e levou uma coronhada na cabeça. O ladrão fugiu em uma moto. (Colaborou Clarissa Thomé).

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