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Ladrões roubam 224 cofres de banco nos Jardins

Dólares, jóias, ouro e documentos - como escrituras e inventários - foram roubados de 224 cofres de aluguel da agência do Banespa da Avenida Brasil, 376, no Jardim América, zona sul da capital. Os ladrões chegaram à agência pouco depois das 22 horas de domingo. Saíram no fim da madrugada da segunda-feira, deixando um maçarico, dois carrinhos com botijões de acetileno, marreta e talhadeira. O valor roubado ainda não foi calculado. "Com a insegurança de hoje, tem gente que deixou até a alma nos cofres, acreditando que era mais seguro", disse um comerciante, correntista há alguns anos.Ele recebeu nesta quarta-feira telefonema do banco informando sobre o roubo. Foi orientando a apresentar uma lista do que tinha no cofre.Os responsáveis pela agência não quiseram comentar o caso. Afirmaram que a segurança do Banespa está realizando um levantamento dos contratos dos clientes. "Somente depois de reunirmos todas as informações teremos condições de falar a respeito", explicou um dos gerentes, que não se quis identificar. Os policiais da Delegacia de Roubo a Bancos conversaram nesta quarta com os vizinhos do Banespa. Dois deles disseram ter percebido movimento no banco depois das 22 horas. Pensaram que fossem vigilantes. O investigador Sílvio Sciascia que coordena as investigações, declarou que o Banespa não tem segurança no período noturno. "Só tem o alarme e, pelo que aconteceu, não deve ser um bom alarme." Ele afirmou ainda que os ladrões entraram pelo corredor lateral do prédio e passaram por uma porta de vidro. "Entraram e tiveram tempo de desligar o alarme. Com o maçarico, tentaram abrir a porta do cofre-forte." Como não tiveram sucesso com o acetileno, decidiram usar a marreta e fizeram uma abertura na parede da sala do cofre, informou Sciascia. Os ladrões passaram a madrugada revistando os cofres. O policial afirmou que a maioria dos bancos não tem mais setor de aluguel de cofre."Até onde me informaram, estes contratos do Banespa são de muitos anos, e o Santander - que comprou o banco - deve acabar com o aluguel", relatou Sciascia. Os peritos do Instituto de Criminalística estiveram no banco no fim da tarde da segunda-feira. A esperança da polícia é de que a perícia consiga impressões digitais.

Agencia Estado,

28 de junho de 2001 | 00h01

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