Ladrões se informaram sobre projeto social antes do crime

Os dois assaltantes que entraram hoje na Catedral Metropolitana do Rio, no centro da cidade, e invadiram a sede da Cáritas, entidade da Igreja Católica que trabalha com jovens carentes, levando R$ 10 mil, haviam estado lá ontem à tarde. Perguntaram como poderiam se inscrever no projeto "Reciclagem Solidária". O dinheiro roubado seria usado para pagar bolsas para adolescentes de comunidades pobres incluídos numa oficina de reciclagem.Ponto turístico pelo qual passam muitos visitantes, a catedral é policiada por dois PMs do Batalhão de Áreas Turísticas (BPTur). Eles estavam de plantão, mas não identificaram os ladrões, já que o movimento na igreja é grande. Os freqüentadores também não perceberam o assalto. Por volta das 9h30, os bandidos, um deles com um revólver, renderam três funcionários que estavam separando o dinheiro numa das salas onde a Cáritas funciona - era o dia do pagamento das bolsas, de R$ 50. Eles levaram todo o dinheiro e também celulares. Fugiram sem levantar suspeitas. Os grupos que foram à catedral receber o dinheiro saíram de mãos vazias.O "Reciclagem solidária" já formou 300 jovens, que são capacitados para reutilizar lixo jogado na Baía de Guanabara. Os garotos são de favelas que ficam no entorno da baía. Eles são treinados durante três meses e depois ensinam o que aprenderam a outros moradores de suas comunidades.

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