Lama da Samarco chega ao oceano

A onda de lama percorreu mais de 650 quilômetros em 16 dias; Sedimentos devem se dispersar por uma área de 9 quilômetros, principalmente ao sul da foz do Rio Doce

Herton Escobar, ENVIADO ESPECIAL/ COLATINA (ES)

21 Novembro 2015 | 22h59

A mancha de rejeitos da mineradora Samarco que tomou conta do Rio Doce chegou neste sábado, 21, ao oceano, 16 dias depois do rompimento da  barragens da empresa em Mariana (MG). A onda de lama percorreu mais de 650 quilômetros nesse período, deixando um rastro de mortes e destruição pelo caminho.

A linha de frente da mancha, composta de um material mais leve e fino, tocou as ondas do litoral de Regência, um distrito do município de Linhares (ES), no fim da tarde. Atrás dela vem uma enxurrada de lama mais pesada, que deixa a água do rio com o aspecto de um leite achocolatado.

A previsão do Ministério do Meio Ambiente, com base em projeções feitas por pesquisadores da Coppe-UFRJ, é que os sedimentos se dispersarão por uma área de 9 quilômetros, principalmente ao sul da foz do Rio Doce. É uma região de reprodução de tartarugas marinhas, inclusive de uma espécie criticamente ameaçada de extinção, a tartaruga-de-couro. Vários ninhos foram movidos de lá pelo Projeto Tamar.

Nos últimos três dias a onda de lama passou por Colatina e Linhares, causando mortandade de peixes e comprometendo o abastecimento de água.

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