Largo do Paiçandu vai ganhar circo-escola

Local homenageará Piolim, que nos anos 20 se apresentava ali

Laís Cattassini, JORNAL DA TARDE, O Estadao de S.Paulo

10 Julho 2009 | 00h00

Um circo escola será instalado no Largo do Paiçandu no ano que vem. O projeto, coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura, faz parte do programa de revitalização do centro e segue os moldes da Praça das Artes, equipamento cultural da Prefeitura que será construído ao lado do Teatro Municipal. O Circo Escola Piolim, como será chamado, foi projetado para atender à demanda dos grupos circenses brasileiros e atrair mais iniciativas culturais para a região, que já foi o ponto de encontro dos circos da cidade. O nome é uma homenagem ao palhaço Piolim, que na década de 1920 se apresentava no Largo. "Há uma demanda para áreas de ensaio e preparação para os circenses brasileiros. Nós exportamos profissionais para circos do mundo todo. Esse espaço servirá para dar assistência a esses grupos e profissionalizar novos artistas", explica o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil. Segundo ele, a iniciativa deverá recuperar a história do circo no Largo do Paiçandu, que já foi conhecido como "Largo do Circo" no início do século passado. O Circo Escola Piolim será construído na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Antônio de Godói, área hoje ocupada por imóveis comerciais. O espaço já está em fase de desapropriação e o orçamento do projeto está sendo definido. Em breve, a Prefeitura deve contratar a empresa responsável pelo projeto executivo e dar início as obras. A previsão é que o circo seja entregue no final do ano que vem. Segundo o arquiteto responsável pelo projeto, Marcos Cartum, o circo escola terá dois picadeiros. "É uma solução que aprendemos ser necessária a partir do desenvolvimento da Praça das Artes. São necessários dois palcos, um para apresentações e outro para ensaios." A área destinada às aulas e aos ensaios não pode ser a mesma destinada às apresentações. A divisão do espaço foi o que tornou necessária a criação da Praça das Artes, pois o cronograma de apresentações do Teatro Municipal era prejudicado com a utilização do palco para os ensaios dos corpos artísticos. "Por já termos conhecimento desse problema no Teatro Municipal, projetamos um picadeiro na frente e outro atrás, iguaizinhos, para que as futuras apresentações do circo não fiquem prejudicadas." A lona, importante símbolo do circo, também foi incorporada ao prédio. "É uma construção moderna, que atende a todas as necessidades dos grupos circenses, mas que ao mesmo tempo resgata alguns aspectos típicos do circo", declara Cartum. Para criar o projeto arquitetônico foram visitados circos e escolas circenses em São Paulo. A intenção é atender também ao interesse da classe média, que tem se envolvido cada vez mais com a arte do circo. "Hoje, o circo não é mais algo da periferia. A classe média também está interessada em se profissionalizar e aprender a arte. Por isso a construção do Circo Escola Piolim no centro deve atrair pessoas interessadas em valorizar a região", conta Calil.

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