Latrocínio é principal hipótese da morte de empresário iraniano no Recife

Bahmam Guerafar, de 71 anos, foi encontrado morto no apartamento onde morava, em Boa Viagem; não há sinais de arrombamento nas portas

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

14 Outubro 2010 | 17h49

RECIFE - Assassinado no apartamento onde morava, no edifício Portinari, no bairro de Boa Viagem, no Recife, o corpo do empresário iraniano Bahmam Guerafar, 71 anos, foi encontrado dois dias depois da sua morte, nesta quarta-feira, 13, por um funcionário que estranhou sua ausência e foi procurá-lo.

 

A porta da cozinha estava aberta e o corpo do empresário jazia em sua cama, de bruços, sobre um livro e um par de óculos, com lesões no lado direito da cabeça. De acordo com a polícia, a pessoa que o assassinou lavou o chão e o banheiro, para limpar as manchas de sangue detectadas através do uso de reagente químico.

 

Responsável pela investigação, o delegado de Homicídios, Wagner Domingues, aguarda as gravações das câmeras de vídeo do circuito interno do edifício na busca de identificar quem saiu e entrou do local no dia do homicídio. Materiais encontrados no apartamento, como um martelo e toalhas, estão sendo periciados.

 

Como não há sinais de arrombamento do apartamento, o delegado afirmou que todos os conhecidos e pessoas próximas do empresário que tinham acesso à sua moradia são "suspeitos em tese". A principal hipótese com que trabalha, no entanto, é a de latrocínio (roubo seguido de morte).

 

Há informações de que o empresário, que seria dono de um empresarial no mesmo bairro, havia retirado do cofre da empresa a quantia de R$ 45 mil para enviar à família que vive na França. O dinheiro estaria no seu apartamento, assim como um notebook que não foram encontrados pela polícia.

 

Guerafar, de acordo com a polícia, passava seis meses do ano com a família na França e os outros seis meses no Recife. Seu corpo será enterrado neste sábado, 16, no cemitério Morada da Paz, no município metropolitano de Paulista.

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