Latrocínios aumentam 36% em SP

Mas cúpula da Segurança vê tendência de queda, uma vez que o número caiu 17% em relação ao 1.º trimestre

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

31 Julho 2009 | 00h00

Novos números da criminalidade em São Paulo mostram que a violência, embora tenha aumentado no segundo trimestre deste ano em relação a 2008, começou a cair no Estado. Os dados sobre os roubos seguidos de morte (latrocínio) e sobre os roubos de carga confirmariam a nova tendência. Os ladrões mataram 78 pessoas em abril, maio e junho. Comparado com o mesmo período de 2008 (57 casos), o aumento foi de 36,8%, mas a queda é de 17% quando o confronto é feito com o primeiro trimestre. "Estamos no caminho certo. A tendência é de queda", afirmou o delegado-geral, Domingos de Paulo Neto. Em relação aos roubos de carga, Paulo Neto afirmou que há redução mês a mês desde março, quando ocorreram 666 roubos em São Paulo. Em junho, ocorreram 637. "Fizemos muitas operações para desbaratar quadrilhas, o que influi nesses números", afirmou. Diminuição semelhante houve nos casos de roubos de veículos. Anteontem, o Estado mostrou que os homicídios e os roubos em geral haviam aumentado em comparação a 2008, mas que no último mês do trimestre - junho - os índices haviam apresentado queda. O aumento dos assassinatos foi de 11% e o dos roubos, de 18,8%. "Em números absolutos, houve 121 casos a mais no Estado, quando a comparação é com 2008; e quando ela é feita com o primeiro trimestre do ano, o crescimento é de apenas 25 casos", afirmou o delegado-geral. Paulo Neto foi um dos responsáveis pela política que levou à redução de 70% no total de homicídios no Estado de 1999 a 2008. "Em junho, o índice de homicídios, que era de 11,2 por 100 mil habitantes no Estado, caiu para 9,45 por 100 mil habitantes", afirmou. Os roubos seguidos de morte acompanharam a mesma tendência dos homicídios. Em junho, a queda foi de 39% em relação a maio deste ano. Outro dado comemorado pela cúpula da Segurança Pública foi a manutenção na tendência de queda dos sequestros no Estado. No segundo trimestre de 2008, registraram-se 12 casos e neste, apenas 4. O Estado mostrou ontem que houve 68,9 mil casos de roubos no 2º trimestre. Trata-se do maior número desse tipo de crimes registrado pela polícia desde o início da série histórica, no terceiro trimestre de 1995. A Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), da secretaria, relacionou o recorde de roubos com a piora nos indicadores da economia, a partir de 2008. Mas, segundo o estudo da CAP, o pior já passou.

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