Laudo aponta morfina em seringa da técnica em enfermagem

Vanessa Pedroso Cordeiro foi detida no último dia 13 e confessou a sedação, por meio do entorpecente

Maíra Teixeira, da Central de Notícias,

23 Novembro 2009 | 21h42

Um laudo conclusivo confirmou nesta segunda-feira, 23, que era mesmo morfina a substância ministrada à 11 recém-nascidos do Hospital Universitário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, no Rio Grande do Sul. O laudo foi realizado pelo Instituto Geral de Perícia do estado.

 

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A técnica de enfermagem Vanessa Pedroso Cordeiro, de 25 anos, foi detida no último dia 13 e confessou a sedação, por meio de seringa com um mililitro do entorpecente. O hospital não será responsabilizado criminalmente porque a investigação comprovou que Vanessa agia sozinha e sem a conhecimento do estabelecimento.

 

De acordo com o delegado titular do 3º Distrito Policial de Canoas, Guilherme Pacífico, o inquérito policial foi concluído hoje com o indiciamento de Vanessa por tentativa de homicídio qualificado por envenenamento dos 11 bebês. "Ficou comprovado, até mesmo pelo relato da acusada que ela procedia de maneira contínua, sempre da mesma forma e sabendo que a aplicação da morfina provocaria parada respiratória e queda da pressão arterial, o que poderia levar a óbito."

 

Vanessa confessou os crimes, no dia 14, em depoimento aos policiais da 3º DP e agentes sanitaristas, mas não informou a motivação. "No final de seu depoimento ela nos perguntou o porquê de fazer aquilo. Pelos depoimentos dos colegas de trabalho da técnica ela era considerada como uma figura divina, pelo carinho e atenção que dispensava aos bebês", ressaltou o delegado.

 

O Ministério Público Estadual à Justiça que faça a avaliação psiquiátrica para determinar se ela agia com vontade de lesionar os bebês ou se sofre de alguma debilidade. "Se ficar constatado que ela não responde pelos atos, em decorrência de debilidade, ela deve ser encaminhada a um manicômio judicial. Caso contrário, a Justiça pode dar à ela a pena máxima brasileira, 30 anos."

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