Laudo atesta qualidade de água distribuída no Rio

Laudo divulgado hoje pela Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) garante que não foi encontrado composto orgânico prejudicial à saúde na água distribuída pela companhia. O exame foi feito pelo Instituto BioRio. Desde domingo, a população que é abastecida pela empresa tem sentido mau cheiro na água. A Cedae reduziu a capacidade de produção à metade. Hoje, os bairros Urca, Leme e Santa Teresa, na zona sul, Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Barra de Guaratiba, na zona oeste, e Penha e Ilha do Governador, na zona norte começaram a ser afetados pela falta d?água.De acordo com a Cedae, o odor forte foi provocado pela enorme quantidade de dejetos arrastados pelas chuvas para o Rio Guandu - principal fonte de abastecimento da região metropolitana do Rio e parte da Baixada Fluminense -, no fim de semana passado. A empresa teve de aumentar a quantidade de cloro para tratar a água, que entrou em ação com a matéria orgânica, provocando o mau cheiro.De acordo com o diretor de Abastecimento da empresa, Flávio Guedes, a qualidade da água bruta que chega à estação ainda é muito ruim. "Se piorar, se houver nova chuva que arraste mais dejetos, a Estação de Guandu pode ser completamente desligada. É uma possibilidade que não se pode descartar", afirmou Guedes. Mas para o diretor, a tendência é melhorar. "Amanhã podemos começar a aumentar a produção", afirmou.HemodiáliseA Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa fez vistoria em clínicas de hemodiálise para saber se a água distribuída pela Cedae está prejudicando pacientes renais. "A nossa preocupação é saber se a água que filtra o sangue dos pacientes está contaminada. Até agora, nenhum adoeceu por causa da água", afirmou o presidente da comissão, Paulo Pinheiro (PT). A comissão enviou um ofício à Cedae cobrando explicações.

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