Laudo da morte de remadora no Rio deve ficar pronto nesta 4ª

Atleta do Flamengo foi encontrada morta, sem roupas e com rosto deformado em parque da Gávea, na zona sul

da Redação, estadao.com.br

17 de dezembro de 2008 | 16h15

O Instituto Médico Legal deve concluir nesta quarta-feira, 17, o laudo da morte da remadora do Flamengo Priscila da Silva e Souza, de 26 anos. O corpo da atleta foi encontrado no Parque da Cidade, na Gávea, zona sul do Rio, por um guarda municipal que fazia ronda na manhã de terça. Ela estava sem roupas, com o rosto deformado e sinais de violência sexual.  Priscila estava desaparecida desde sábado, depois de, segundo o Flamengo, participar de um treino de corrida nas Paineiras. A família havia feito buscas na região durante o fim de semana. O corpo da jovem estava próximo ao número 598 da Estrada Santa Maria. As roupas que ela usava estavam ao lado do corpo. "Vamos aguardar a perícia para verificar o que houve, mas tudo indica que foi estuprada e ainda apanhou com brutalidade. Ainda não temos suspeitos, mas vamos ouvir parentes e colegas que estiveram com ela na manhã que ela desapareceu", disse o titular da 15ª Delegacia de Polícia, Gustavo Valentini, que investiga o caso. A perícia esteve no local e recolheu as roupas de Priscila. A polícia só vai ter certeza do que houve com ela após o resultado do IML. A atleta morava numa favela do Parque da Cidade e suspeita-se que ela seguia para casa quando foi abordada. Priscila tinha uma bolsa de estudos para cursar ciências biológicas na UnigranRio no ano que vem. A mãe da atleta, Ilka Souza, disse que pretende se mudar. "Eu não tenho como ficar aqui. Agora sou só eu e meu filho. Quem será o próximo?", indagou. O Flamengo divulgou nota ontem em que lamentou o crime. Segundo o técnico Marcos Amorim, Priscila, "era uma remadora de grande potencial, estava sendo preparada para estrear na primeira Regata do Estadual de Remo 2009, no barco Four Skiff Feminino-Estreante. O departamento de Remo do C.R.F cancelou as atividades dos atletas e está tomando todas as providências para o funeral." O presidente Marcio Braga decretou luto oficial de três dias.  (Com Talita Figueiredo, de O Estado de S.Paulo)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.