Laudo do IML aponta maus-tratos em garota morta por meningite no Rio

Segundo perícia, lesões agravaram doença e contribuíram para morte de menina de 5 anos

Kelly Lima, O Estado de S. Paulo

11 Outubro 2010 | 20h56

RIO - Novo laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que menina Joanna Marcenal, de 5 anos, sofreu maus-tratos, que agravaram sua meningite e a levaram à morte. A menina morreu no dia 13 de agosto e sua mãe, Cristiane Marcenal, acusa o pai da criança, André Rodrigues Marins, pelos maus-tratos que contribuíram para a morte.

 

Joanna tinha meningite viral desenvolvida a partir de herpes, mas o IML constatou que as lesões em seu corpo, semelhantes a queimaduras, nas costas e nas nádegas, foram causadas por substância química ou ação física. Também havia cicatrizes e feridas pelo corpo, provocadas por traumas, segundo o laudo.

 

A menina estava morando com o pai, quando foi internada. Ela passou 26 dias em coma até falecer. O pai de Joanna, no entanto, afirmou que laudo não o responsabiliza pelos ferimentos da filha. O caso segue em segredo de Justiça.

 

De acordo com especialistas, se for comprovado que a menina contraiu meningite por baixa imunidade e maus-tratos, o pai poderá ser responsabilizado pela morte da menina, podendo ser indiciado por maus-tratos, tortura e até por homicídio. A previsão é que o inquérito seja concluído até quarta-feira.

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