Laudo do IML descarta que criança tenha morrido por espancamento

De acordo com o documento, Josivaldo dos Santos Nascimento, de 6 anos, teve complicações provocadas por uma pneumonia

Wal Souza, Especial para O Estado

01 de abril de 2014 | 22h10

MACEIÓ - Um laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML), apresentado nesta terça-feira, 1º, descartou a suspeita de que a morte do menino Josivaldo dos Santos Nascimento, 6 anos, tenha sido causada por espancamento. A criança deu entrada no dia 25 de março no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, com hematomas pelo corpo. A suspeita era de que ele havia sido agredido por outras duas crianças.

Segundo nota da assessoria de imprensa da Perícia Oficial de Alagoas, foi constado após exames interno e externo no corpo da criança, realizado através de exames de raio-x, que a morte foi causada por complicações provocadas por uma pneumonia.

De acordo com o médico Marcos Ferreira da Silva, apesar do exame constatar algumas escoriações externas na região das pernas e glúteos da vítima, essa não seria a causa de sua morte. O óbito teria sido provocado por um "derrame pleural citrino volumoso, com parênquima pulmonar com presença de pus, e derrame pericárdico".

O exame de raio-x também confirmou que não havia presença de fraturas internas antigas ou recentes, o que comprovaria que a criança não foi vítima de espancamento. O médico concluiu o laudo, confirmando que o óbito foi em decorrência de um choque séptico secundário de uma pneumonia bilateral extensa.

Uma cópia do resultado do exame foi entregue em mãos à representante do Conselho Tutelar que acompanha o caso, Gilvanete Davino, e outra será encaminhada para a Delegacia de Homicídios, que havia aberto inquérito para investigar a suspeita de morte por espancamento. Com a nova versão, o caso deve mudar de delegacia, já que o Conselho Tutelar não descarta a hipótese de negligência dos pais da criança diante da morte do menino.

Caso. Uma semana antes de completar 7 anos, o menino Josivaldo dos Santos Nascimento morreu no HGE, em Maceió, após apresentar fortes dores no tórax. O caso ganhou repercussão após os familiares informar que a criança havia sido vítima de espancamento por outras duas crianças, de 10 e 9 anos, dias antes durante uma brincadeira.

Familiares e vizinhos da vítima prestaram depoimentos para tentar esclarecer o que ocorreu. Na época, o IML chegou a apontar evidências de agressão e o caso foi tratado como homicídio, sendo investigado pela equipe da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Alagoas.

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