Laudo esclarece assassinatos na zona oeste

Exame de balística em arma encontrada com bandido aponta para mortes

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

29 Agosto 2009 | 00h00

Um laudo de balística é a principal prova da polícia para esclarecer uma série de roubos e mortes no Butantã e no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. Havia pouco mais de um ano que os crimes se sucediam na região sem que a identidade dos ladrões fosse descoberta. Com base no exame, a polícia acusa dois adolescentes e um outro jovem pelos delitos."Eles agiam na região e mataram duas mulheres. Desconfiamos ainda de um outro assassinato, mas o laudo nesse caso foi inconclusivo", disse o delegado Antônio Tadeu Rossi Cunha, da equipe B-Sul do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).As investigações mostram que a primeira vítima de roubo morta foi a contadora Michele Aparecido de Araújo Santos, de 28 anos. O laudo conclui que ela foi assassinada com o revólver calibre 38 de um dos bandidos. Michele foi baleada em 8 de maio de 2008 no tórax, ao ser abordada, em seu Celta, em um semáforo no Jaguaré. Ninguém viu os criminosos. A única pista no caso era a bala encontrada em seu corpo.Em 15 de agosto de 2008, foi a vez de os ladrões matarem a aposentada Priscila Aya Shimizu, de 56 anos. Ela foi baleada quando saía de casa com a mãe. Priscila não quis entregar a bolsa aos bandidos, que atiraram duas vezes em suas costas e fugiram. Foram vistos dois jovens magros e de cabelos escuros. O laudo também apontou para o revólver.LAUDOPor fim, os ladrões são suspeitos de matar a executiva Eunice Terazzi, de 61 anos, em 2 de julho deste ano, no Butantã. Ela tentava retirar o neto de 4 anos do carro, um Idea, quando foi alvejada. Embora o laudo não descarte que Eunice tenha sido morta pela mesma arma, ele diz que o exame foi inconclusivo. As suspeitas da polícia se baseiam em uma fita de vídeo que gravou o roubo.O revólver analisado pela perícia estava com um adolescente de 16 anos morto em 18 de julho em um tiroteio com o investigador Eduardo Primante, do DHPP. Primante estava em seu Fiesta com a mulher e filhos quando foi abordado por três adolescentes no Jaguaré. Ele reagiu e matou dois - na época, quiseram acusá-lo de agir com excesso. O terceiro ladrão fugiu. "Comparamos o revólver com casos que estavam sem solução", disse o delegado. Agora, a polícia verifica se os três estavam por trás de outras dezenas de roubos na região.

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