Laudo esclarecerá desmaio de sargento durante roubo de armas

O Ministério Público Militar requereu laudo a peritos médicos do Exército que possa esclarecer se o sargento Humberto Freire, suspeito de conivência com os criminosos que roubaram armas do Estabelecimento Central de Transporte (ECT), ficou mesmo desacordado durante a ação. Ele apanhou dos invasores do quartel e permaneceu supostamente inconsciente durante o tempo exato que eles permaneceram lá.Os promotores acreditam que o sargento possa ter simulado o desmaio, para que ninguém desconfiasse de seu envolvimento com os bandidos. Mas ainda não dispõem de provas suficientes para incluí-lo na denúncia que será confeccionada a partir da entrega do Inquérito Policial Militar (IPM), na semana que vem. O que já ficou claro é que Freire - que ficou preso por apenas um dia - foi negligente com a segurança do ECT, pela qual era responsável na madrugada do crime, 3 de março. Agora, é preciso saber se ele simplesmente se descuidou ou se estava colaborando com os criminosos. Na quinta-feira, 29, dois promotores fizeram uma vistoria no ECT para tirar dúvidas sobre o modo como os bandidos agiram. Eles puderam constatar, através de relatos de militares lotados na unidade, que, no momento da invasão, o Corpo da Guarda não estava no local onde deveria se posicionar. Mas, por enquanto, não há suspeita de participação de outros militares da ativa, além de Freire.Dois ex-militares estão presos há duas semanas: o ex-cabo Joelson Basílio da Silva, que serviu no ECT e deu baixa em fevereiro, e o ex-soldado Carlos Leandro de Souza. Silva, mentor confesso do crime, delatou Freire, mas o inocentou posteriormente. O MPM trabalha com a hipótese de o grupo, que seria formado por sete homens, ter levado os dez fuzis e a pistola para depois negociar um bom preço com traficantes de favelas da zona norte do Rio.

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