Laudo liga rompimento de barragem a imperícia na obra

Relatório preliminar da promotora pública Keila Martins Ferreira Garcia, de Itajá (GO), sugere que o rompimento da barragem da Usina Hidrelétrica de Espora, há três dias, pode ter sido provocado por imperícia técnica na execução das obras.A promotora, que ontem sobrevoou a área, avaliou que a extensão dos danos ao ambiente, no entorno da usina, "é gigantesco". E com tendência a crescer em volume e área se as águas não baixarem logo."Há denúncias de que havia uma trinca na barragem, na região do vertedouro'''', disse Keila Martins, após confirmar a abertura de inquérito civil público. A Construtora Fuad Rassi, responsável pela execução da obra, não comentou o casoOntem, técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizaram uma perícia preliminar nas áreas inundadas após o rompimento da barragem, nas cidades de Aporé, Itarumã, Itajá, Lagoa Santa e em oito fazendas. Elas derrubaram seis pontes, uma casa na beira do rio e interditaram estradas. Não há registro de mortes na região.

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