Laudo que pode livrar Suzane é inconclusivo

Especialistas expõem divergências; promotores têm até segunda-feira para emitir parecer e decisão caberá a juiz

José Dacauaziliquá, O Estadao de S.Paulo

22 Julho 2009 | 00h00

O laudo do exame criminológico de Suzane von Richthofen, de 25 anos - que atesta se ela está apta ou não a cumprir a pena em regime semiaberto - chegou ontem ao Ministério Público Estadual (MPE). Dois promotores vão analisar o documento e têm até segunda-feira para manifestar decisão. A jovem foi condenada a 39 anos e 6 meses, acusada de ter assassinado os pais em 2002. A reportagem apurou que o resultado do laudo, com cerca de 15 páginas, é divergente. Não há decisão unânime sobre o assunto nas avaliações dos especialistas. Um psiquiatra, um psicólogo, um assistente social e funcionários do Presídio Feminino de Tremembé, onde Suzane cumpre pena, participaram da elaboração do exame. Paulo José de Palma e Paulo Rogério Bastos Costa, da Promotoria de Execuções Criminais de Taubaté, devem encaminhar a decisão à Justiça. Só depois, os advogados de defesa poderão ter acesso ao laudo e se manifestar sobre o resultado. Suzane já cumpriu um sexto da pena - requisito necessário para se obter a progressão de pena. A decisão se ela vai ou não ao regime semiaberto será dada pela juíza titular de Taubaté, Sueli Armani. "Acredito que Suzane não passe para o regime semiaberto, por se tratar de um crime bárbaro. Mas ainda não posso me manifestar enquanto não tiver lido o laudo", disse o promotor Palma. O advogado de defesa Denivaldo Barni Júnior está confiante de que sua cliente conseguirá a progressão. "Pela lei basta que a pessoa tenha cumprido um sexto da pena. Em alguns casos o juiz pede o exame criminológico. A Suzane está ansiosa para saber a decisão", disse. A jovem foi condenada em 2006, acusada de ter matado os pais Marísia e Manfred com ajuda do ex-namorado Daniel e seu irmão Christian Cravinhos, no Brooklin.

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