Laudos comprovam legalidade da ação da PM, diz delegado

O delegado titular do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 7), Ivaney Cayres de Souza, afirmou que os laudos técnicos recebidos hoje por ele comprovam que a ação da Polícia Militar foi legal, durante o confronto que resultou nas mortes de 12 supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no pedágio da rodovia Senador José Ermírio de Moraes, a Castelinho, no dia 5, na região de Sorocaba (SP).O inquérito policial, que concluiu pela legalidade da ação dos policiais militares, já havia sido encaminhado a Justiça na quinta-feira, mas o relatório final dos laudos técnicos chegou hoje às mãos do delegado. De acordo com Cayres, o memorial descritivo do local, os laudos necroscópicos e os laudos balísticos comprovam que houve um tiroteio intenso, com tiros disparados de ambos os lados."Embora os exames residuográficos tenham detectado sinais de disparos de armas de fogo nas mãos de apenas três dos 12 mortos, isso não quer dizer que eles também não dispararam", avaliou o delegado. "E os exames balísticos comprovam que isso ocorreu."De acordo com o delegado, "são totalmente infundadas" as informações de que os 12 supostos integrantes do PCC teriam sido mortos com tiros na cabeça. "Há tiros por todos os lados, em todos os corpos. De raspão, na cabeça, no peito, nos braços", disse ele.O memorial descritivo do local, segundo Cayres, também revelou que houve "uma grande quantidade" de disparos feitos em direção aos policiais. "Projéteis disparados de dentro do ônibus onde os 12 se encontravam que atingiram as viaturas, as cabines do pedágio e até residências próximas", afirmou. "Foi o fator surpresa que garantiu que nenhum policial fosse morto ou sofresse ferimentos graves."

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