Lavagem de dinheiro alimenta crime organizado, diz ministro

Ao assinar o convênio de adesão da Bahia ao Sistema Unificado de Segurança Pública (Susp) em Salvador, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, voltou a salientar que o ponto fundamental na luta contra a criminalidade no Brasil é o combate à chamada "lavagem de dinheiro". "A lavagem é a causa final do crime organizado e por isso estamos centralizando os esforços para permitir esse controle", disse.Ele lembrou que já foram tomadas várias medidas nesse sentido, como a criação de um Departamento de Recuperação de Ativos Ilícitos no Ministério da Justiça e a abertura, pela Justiça Federal, de duas varas privativas para tratar do assunto (uma em Porto Alegre e outra em Curitiba). ?Nenhum criminoso vai correr os riscos inerente à sua perigosa ´profissão´ se não tem certeza de que o dinheiro vai ser lavado", disse.Presente à solenidade, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) informou ter apresentado um projeto que visa a dificultar a contratação de advogados de defesa por criminosos. Pela proposta, a contratação só seria possível se o acusado apresentasse a declaração do Imposto de Renda provando que o dinheiro usado para pagar o advogado foi obtido honestamente. "Quem não pode mostrar uma renda para contratar advogados caros é porque o dinheiro é ilícito", disse, cobrando aos advogados "ética e consciência" para não defender "determinadas causas", deixando-as para a Defensoria Pública.

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