Legenda já detém postos dentro da máquina de Estados

RIO

Luciana Nunes Leal e Bruno Boghossian, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2011 | 00h00

Em parte dos Estados, o PSD já nasce ocupando espaço nos gabinetes de governo. O partido criado pelo prefeito Gilberto Kassab tem, em Goiás, três secretários do governador Marconi Perillo (PSDB) - inclusive o da Casa Civil. No Maranhão, os titulares de três pastas do secretariado da governadora Roseana Sarney (PMDB) prometem se filiar ao PSD.

Em São Paulo, contudo, as pretensões eleitorais em 2014 afastam o PSD do governador do Estado. Isso ocorre porque Kassab pretende enfrentar Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo comando do Palácio dos Bandeirantes ao fim do primeiro mandato do tucano, daqui a três anos.

Por enquanto, o novo partido deve se manter neutro em relação ao governo do Estado. Alckmin, no entanto, já antecipou um lance no xadrez político: tirou do vice-governador Guilherme Afif Domingos a Secretaria de Desenvolvimento Econômico depois que ele anunciou a troca do DEM pelo PSD.

Caminhos opostos levaram o PSD à oposição em Mato Grosso do Sul e no Acre. No primeiro caso, os pessedistas se aproximaram do PT, adversário do governador André Puccinelli (PMDB). Presidente do PSD no Estado, o empresário da comunicação Antônio João Hugo Rodrigues ocupou o posto de suplente do senador Delcídio Amaral (PT-MS).

No Acre, o PSD foi montado pelo senador Sérgio Petecão (ex-PMN), que é adversário do governador Tião Viana (PT). No Rio Grande do Sul, o novo partido também estará na oposição ao governador Tarso Genro (PT). No entanto, não conseguiu levar para suas fileiras nenhum nome de peso nem do DEM, nem do PMDB, tradicionais adversários do petista no Estado.

À espera do registro

A vice-procuradora eleitoral, Sandra Cureau, terá mais 10 dias de prazo para dar parecer sobre a legalidade do processo de criação do PSD. A decisão foi tomada pela ministra Nancy Andrighi, do TSE, ao negar pedido para conversão do processo em diligência.

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