Legista do caso PC aceita convite da defesa do casal Nardoni

A defesa dos Nardoni convidou o legista para provar que o casal é inocente e que havia outra pessoa no local

Ricardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2008 | 12h06

O médico legista alagoano e vereador George Sanguinetti (PV), revelou na manhã desta terça-feira, 20, em discurso na tribuna da Câmara Municipal de Maceió, que aceitou o convite para atuar no caso Isabella Nardoni, de 5 anos, morta no dia 29 de março, em São Paulo. Segundo Sanguinetti, o convite foi feito pelos advogados que defendem Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O casal, acusado de ter participado da morte de Isabella, está preso em locais diferentes, em penitenciárias no interior de São Paulo.   VEJA TAMBÉM Pesquisa mostra que a população aprova polícia no Caso Isabella Chance de liberdade dos Nardoni é maior no STF, diz defesa Leia a decisão do ministro do STJ  Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella      Sanguinetti disse que, apesar de ter sido contratado pelos advogados da família Nardani, o seu compromisso é com a verdade dos fatos. "Não vou buscar culpados ou inocentes, vou apresentar a verdade dos laudos", afirmou o médico-legista, que é coronel-médico reformado da Polícia Militar de Alagoas e há 35 anos professor de Medicina Legal em Alagoas.   Ele disse que já está de posse dos laudos do caso Isabella há cerca de uma semana e adiantou que há vários pontos obscuros a respeito do trabalho pericial feito até agora.   "Encontrei pontos que não foram bem explorados pela perícia do local e pontos obscuros no material coletado, que podem tanto ajudar numa outra versão dos fatos ou confirmar de forma mais contundente todo que já foi apurado sobre o caso", afirmou Sanguinetti. "Se o meu trabalho vai ajudar ou prejudicar na defesa dos acusados isto é irrelevante".   O médico-legista disse também que tem um nome a zelar e que não entraria em num caso de repercussão nacional para ajudar ou prejudicar quem quer que seja. "Por isso, vou procurar ser o mais técnico possível", garantiu.   O médico legista alagoano disse ainda no início da próxima semana deverá apresentar à imprensa seu relatório preliminar a respeito do caso Isabella, com base nos laudos que recebeu sobre as circunstâncias que levaram à morte da menina.   "A apresentação do meu relatório está sendo organizada pelos advogados que me contrataram e será feita em São Paulo, na próxima segunda-feira", disse. Segundo ele, dois peritos criminais e dois professores de medicina legal vão auxiliá-lo nesse trabalho. "Pelo menos por enquanto, me reservo ao direito de não revelar os nomes das pessoas que vão trabalhar comigo".   Caso PC Farias   George Sanguinetti ficou conhecido nacionalmente quando atuou no caso da morte do empresário Paulo César Farias - o ex-tesoureiro de campanha do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB). PC Farias foi encontrado morto ao lado da namorada, Suzana Marcolino, no dia 23 de junho de 1996, na praia de Guaxuma, litoral norte de Maceió.   Na época, Sanguinetti se opôs ao laudo do legista paulista Badan Palhares, que defendia a tese de crime passional: homicídio seguido de suicídio. Para Sanguinetti, PC e a namorada foram vítimas de duplo homicídio. Os seguranças do empresário foram responsabilizados pelo duplo homicídio e aguardam julgamento.   Texto ampliado às 14h50

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