Lei é para todos, diz dono de baile

O dono do Castelo das Pedras, Geiso Pereira Turques, diz que está habituado à presença de estrangeiros, mas ressalta que eles devem seguir as normas da casa. "Se o turista for flagrado usando drogas no Castelo das Pedras, será preso. Meus seguranças estão orientados a levar qualquer caso aos PMs da patrulha em frente ao baile. Ninguém vai bater ou humilhar. Seguimos a lei." Sargento reformado da Polícia Militar, ele define o evento como o único baile dentro da lei na cidade. "Aqui não entra ninguém armado nem toca música de apologia ao crime." Segundo ele, o Castelo das Pedras "não tem fins lucrativos", pois tem muitos empregados e divide a bilheteria com as atrações. O ingresso para mulheres até meia-noite é gratuito. Depois, elas pagam R$ 10, como os homens. Cada um dos nove camarotes - para até 20 pessoas - sai por R$ 150. Uma pulseira para a área vip, único local onde é possível sentar, custa R$ 5. Turques já sofreu um atentado e foi absolvido nos seis processos judiciais a que respondeu - entre as acusações, estão tortura e homicídios. Na CPI das Milícias da Assembléia Legislativa, negou ser miliciano e se disse promoter do Castelo das Pedras, de onde tira 30% do faturamento. "Não sou miliciano. Acho um absurdo um PM pago pelo Estado invadir favela e cobrar moradores por serviços ilegais. Estou louco para depor e esclarecer tudo."

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