Lei eleitoral impede polícia de prender suspeito de estupro

O marceneiro Paulo André Pereira, de 39 anos, foi detido hoje por seguir uma mulher e acabou sendo reconhecido por outra como sendo o homem que a estuprou. A mulher que o reconheceu é irmã de um policial militar e diz ter sido estuprada por ele em fevereiro deste ano. No entanto, por causa da lei eleitoral, Paulo foi indiciado por atentado violento ao pudor e foi liberado em seguida.A lei prevê que a partir de segunda-feira última e até 48 horas depois das eleições, qualquer pessoa só pode ficar na prisão se for detida em flagrante. Na 7ª Delegacia de Defesa da Mulher há outros boletins de ocorrência de estupro cujas características são semelhantes as de Paulo. Paulo é casado, tem nove filhos, 1,90m de altura, olhos castanhos, é magro, cabelos raspados, moreno e não tem tatuagens. Ele foi detido hoje de manhã no Parque Guaianazes, no bairro do Lajeado, zona leste da cidade. Por isso, assim que passar o período das eleições, a delegada Maria Raquel, vai pedir a prisão preventiva de Paulo André e convocar as vítimas para fazer o reconhecimento. A preocupação da polícia é que ele fuja até lá.Pelo mesmo motivo foi liberado hoje um homem suspeito de matar uma empregada doméstica que estava desaparecida há 19 dias em Sorocaba. O pedreiro Marcos Ferreira de Lima, de 26 anos, confessou o crime, mas teve que ser solto, beneficiado pela lei eleitoral, informou a TV Globo. A polícia vai pedir a prisão preventiva do acusado. Foi o próprio Lima que conduziu a polícia até o corpo de Maria Magalhães Ribeiro, de 40 anos, que estava em um matagal no bairro Jardim Sol. O pedreiro foi apontado como autor do crime por familiares da vítima. Ele confessou que premeditou a morte, mas como não foi pego em flagrante, acabou sendo solto. Maria era sua amante e, segundo o acusado, ela o estaria pressionando para que eles retomassem o caso extra-conjugal.

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