Lei estadual proíbe o cerol em São Paulo

Diversão para a molecada e contumaz decepador de motoboys, o cerol passou a ser ilegal nesta semana em todo o Estado de São Paulo. A comercialização e a utilização da mistura de cola com pó de vidro, macete da criançada para afiar as linhas das pipas, foram proibidas, no dia 7 de janeiro, com a sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao projeto de lei do deputado Rafael Silva (PDT).Na periferia, o produto pode ser encontrado facilmente em lojinhas, por preços que variam na altura das dezenas de centavos. Passado na linha do papagaio, o cerol gera um efeito altamente cortante. Na hora da diversão, a graça está em limar, ainda no ar, a pipa de outras crianças - que passam a correr pelas ruelas para resgatar o brinquedo.O problema é que muitos acidentes acontecem com a prática. No dia 24 de julho de 2005, por exemplo, o vigia José Messias dos Santos, de 39 anos, morreu, na região de Ribeirão Preto, após ter o pescoço cortado por uma linha com cerol. Ele pilotava uma motocicleta e levava na garupa a mulher, que não se feriu. Na época, a polícia apreendeu 40 pipas no bairro do acidente.O texto aprovado pelo governo tucano prevê uma multa de cerca de R$ 70 para quem for flagrado usando ou vendendo a mistura em todo o Estado. A competência para a fiscalização não ficou esclarecida na proposição publicada no Diário Oficial.Segundo informações do Palácio dos Bandeirantes, devem ser os próprios policiais que, em suas rondas ou atendendo a denúncias (que podem ser feitas pelo telefone 190), farão o trabalho de repressão à brincadeira.

Agencia Estado,

14 de janeiro de 2006 | 03h12

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