Lei manda cobrador acompanhar catraca eletrônica

O vereador Alcides Amazona (PC do B) teve seu primeiro projeto de lei aprovado, em segunda votação, que garante trabalho para 22 mil cobradores de ônibus da cidade e obriga que as empresas que têm apenas um motorista e catraca eletrônica dentro do carro contrate o cobrador para o posto. O projeto - intitulado como Sistema de Orientação e Auxílio aos Usuários de Transporte Coletivo de São Paulo - foi aprovado na última quinta-feira e agora segue para o Palácio das Indústrias, sede da Prefeitura, para ser sancionado pela prefeita Marta Suplicy (PT). Segundo o vereador, há dois anos, após a implantação parcial das catracas eletrônicas nos ônibus da cidade, os empresários decidiram que iriam reduzir custos, demitindo os cobradores. "Mas com a catraca eletrônica aumentou a violência dentro dos ônibus, e a evasão de renda chegou a 70%", disse o vereador. "As pessoas entravam nos ônibus e não pagavam a passagem." Hoje a frota do Município é de 10.400 ônibus. Destes, cerca de 30% têm catracas eletrônicas instaladas. Antes de ser vereador, Amazonas trabalhou seis anos como cobrador, dez como motorista e foi diretor do Sindicato dos Cobradores e Motoristas de ônibus. Para ele, na realidade, o cobrador tem a função de agente social, e não apenas de "passador de troco". "Ele dá informação, ajuda na segurança e inibe a violência", afirma Amazonas. "Esse projeto contribui para melhorar o sistema de transporte na cidade, que está caótico."O próximo projeto que o vereador pretende ver aprovado é o que obriga o Poder Público contratar os fiscais que monitoram as linhas de ônibus. Hoje, esses fiscais são contratados pelas próprias empresas. "Isso é obrigação da São Paulo Transportes", diz. Além disso, o vereador quer, por meio de outro projeto, que as empresas frotistas de táxi fixem um valor para as diárias. Hoje, essas empresas cobram diárias dos taxistas que giram entre R$ 60,00 a R$ 100,00. "Vamos levar em conta o seguro e o modelo dos carros, para criarmos uma taxa única."

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