Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Lei tem que ser 'aplicada duramente' no combate à criminalidade, diz Jungmann

Para o ministro, a tarefa de comandar o ministério recém-criado, da Segurança Pública, em meio a crise de violência pela qual passa o País, é 'uma missão muito difícil e pesada'

Breno Pires, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 13h18

Brasília - Na sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em que recebeu da ministra Cármen Lúcia o Cadastro Nacional de Presos nesta quarta-feira, 28, o novo ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, agradeceu o apoio do conselho e afirmou que a iniciativa prova 'que não estamos só', no combate à violência.

Para o ministro, o País tem condições de enfrentar a criminalidade e vencê-la, mas para isso a lei tem que ser "aplicada duramente". Ele exaltou que com o cadastro da CNJ será possível ter, pela primeira vez, os dados em tempo real da população carcerária, o que contribuirá para o trabalho de enfrentamento da violência. O novo ministério terá, entre seus órgãos, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que pertencia ao Ministério da Justiça.

"A humanização do sistema carcerário representa uma afirmação da a civilização sobre a barbárie. Não é porque alguém cometeu um delito, seja da gravidade que for, que a integridade da pessoa humana pode ser diminuída. Porque se assim permitirmos nos igualamos aos criminosos", afirmou Jungmann, ao lado da presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, Cármen Lúcia, num evento que serviu de apresentação da ferramenta do CNJ.

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Cármen Lúcia, após comentários de Jungmann, afirmou que o direitos de todos têm que ser respeitados no Estado de Direito. "E é preciso também que se cumpra a lei com aqueles que, tendo de alguma forma errado, cumpram com seus erros com a penas que foram devidamente fixadas, não de maneira desumana, que não é o que se pretende", disse a ministra.

Na mesma linha de seu discurso de posse na terça-feira, 28, Jungmann falou que a tarefa de comandar o ministério recém-criado, da Segurança Pública, em meio a crise de violência pela qual passa o País, é "uma missão muito difícil, pesada". Na cerimônia de terça-feira, o ministro disse que estava abrindo mão de sua carreira política, 'uma das coisas mais caras de sua vida', para se dedicar integralmente à tarefa. E disse que 'ganhava' em se dedicar a esta atribuição dada pelo presidente da República. 

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