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CARREIRA ALVIM - O desembargador, ciente da fragilidade jurídica de suas decisões favoráveis aos bingueiros, diz que só terá êxito se o caso for parar na mão do ministro Paulo Medina: Homem não identificado - ?Eles copiam e colam? (falando sobre as petições iguais dos advogados dos bingos) Carreira Alvim - ?O problema é que quando chegar lá (no STJ), se cair no ministro Medina talvez ele dê, se cair em outro, não? (Na seqüência, o desembargador relata seu sentimento de impunidade para um interlocutor) Carreira Alvim - ?Me pegar por corrupção não vão me pegar nunca... isso aqui é por causa daquela liminar que eu dei do bingo ? O IRMÃO DO MINISTRO - O advogado Sergio Luzio mantém contatos com Virgílio Medina, irmão de Paulo Medina, do STJ, para cuidar dos interesses do delegado da PF, Edson Oliveira, que responde a processo então sob a responsabilidade do ministro. Virgílio diz que vai a Brasília e Luzio ressalta que mandará um amigo (Edson) ao escritório, às 17 horas. (Em um segundo trecho, o irmão do ministro conversa com intermediários dos bingueiros, principalmente o advogado Jaime Dias) Dias - ?... Se tivesse certeza do 1 milhão...? Virgílio - ?Aí, aí primeiro eu teria que atirar... toma. Atiraria aqui... pode entrar com a petição...? Dias - ?Eu vou conversar também e explicar a questão, o problema? Virgílio - ?...Vamos supor, dar 1 milhão... passa o milhão...? Dias - ?Se conversasse com ele em relação à competência...? Virgílio - ?... Pagaria a pessoa jurídica, pagamento em conjunto, eu acho que esse não é um valor inviável... vamos gastar X aqui, 800 aqui, tem que ter um número, a porta fechou? MARINA MAGGESSI - Policiais ligados ao bicho e aos bingueiros falam sobre suposta doação de campanha para deputada do PPS Fernando - ?Tu é bom mesmo. Tá mandando um beijo para tu, a Marina. Obrigado, tá.? Marcão - ?Mês que vem, vem de novo tá. Esse documento que tá indo, esse material de campanha (provavelmente dinheiro, segundo a PF) para vocês fazerem o silk na camisa, mês que vem vai mandar mais material para vocês? JUIZ ERNESTO DÓRIA - Sobre suposta negociação com ministro do TST(?), relatada em conversa com advogado de bingos Dória - ?O ministro mandou cobrar 300. Falei ao ministro que, se ele sentir que ele não paga 300, faz 280 ou 250, mas que não é para ceder, que ele disse que dá 30% (a ele, Dória) (Em outra conversa, após diálogo inicial com um pai-de-santo, Dória diz que precisa receber pro-labore de R$ 10 mil de Jaime Dias, por causa dos bingos. E R$ 1 mil iriam para o pai-de-santo). Por último, há conversas com representantes de bingos Dória - ?Me deram um tombo de 25 contos, p. q. p. O cara errou no despacho. O homem confundiu o despacho. Do jeito que está não vai ter valia nenhuma (...)? ?O amigo lá de São Paulo (Naji Nahas) deu pouco. Mas deu em euros. E o amigo de Niterói deu pouco, mas deu.? ?O negócio de SP está andando bem. Estou chegando a 4%.?

Agencia Estado,

18 Abril 2007 | 07h47

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