Leitores reclamam de atrasos e apatia do governo no apagão

O Portal Estadão.com.br recebeu relatos de leitores que sofreram com os atrasos e cancelamentos de vôos nos principais aeroportos do País nesta semana. A maioria reclamou não só do tempo perdido em aeroportos como da relativa apatia das autoridades para solucionar o problema.Um desses leitores foi Ricardo Sobral, que contou que, no dia 6, seu vôo da TAM teve um atraso de quatro horas. Porém, o que mais o irritou não foi a demora, mas a burocracia da companhia aérea. "O que mais me indignou foi que antes de ir ao aeroporto, liguei para a TAM para alterar meu vôo para um dia mais tranqüilo. A informação que tive foi que eu teria que ir ao aeroporto e alterar lá. nada poderia ser feito por telefone."Ele disse também que, ao chegar no aeroporto, enfrentou uma fila de duas horas para remarcar o vôo. "Não tinha saída a não ser perder tempo. Liguei três vezes para a TAM, e sempre tive a mesma informação: ´vôos sem previsão, alteração por telefone não é possível´."Sobral também reclamou do atendimento, tanto dos funcionários da companhia aérea quanto da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Na sala de embarque, teve até funcionário da TAM cantando hino nacional no microfone em protesto. Fui na Anac e os dois funcionários, sentados calmamente, só informavam: não podemos fazer nada, se quiser reclamar preencha o formulário! (...) Pagamos impostos, taxas de embarque e temos este serviço terrível", disse. "Chega! Da próxima vez acho que vou de ônibus", concluiu Sobral.Já o paulista José Paulo Dutra aproveitou o espaço para criticar a atuação do governo na administração da crise. Entre os comentários sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Defesa, Waldir Pires, entre outros, o leitor lembrou um acidente similar na Índia e salientou o modo como o governo remediou o ocorrido. "Mais de 300 pessoas morreram, e o motivo: falha no controle aéreo. Faltava radar secundário. E o que eles fizeram lá? Reviraram o sistema e consertaram, tornando-o um dos mais seguros."Já Lalo Maria Albuquerque Lins queixou-se do atraso de mais de quatro horas de seu vôo entre Brasília e São Paulo e do próprio aeroporto de Brasília. "(Havia) muito mais passageiros do que assentos. Muitos assentos quebrados. Banheiros insuficientes e imundos. Metade das lâmpadas apagadas. Total ausência de apoio ao usuário/consumidor. Truculência por parte da Infraero/Polícia Federal.""Mas a loteca, as lojas, as lanchonetes, os cinemas e tudo mais que não diz respeito à aviação funcionava a plena carga. E satisfatoriamente bem."Lins contou ainda que já enviou diversas reclamações à Infraero; todas em vão. "Quantas reclamações já redigi junto à Infraero? Nunca recebi resposta alguma", finalizou.

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