Lembo assina convênio para usar helicóptero do Exército

O governador de São Paulo, Claudio Lembo, e o general do exército Luiz Edmundo Maia de Carvalho, comandante militar do Sudeste (CMSE), assinaram nesta quinta-feira, 3, no Palácio dos Bandeirantes, o convênio que vai permitir que a polícia de São Paulo utilize o helicóptero Cougar, do Comando de Aviação do Exército, em situações de emergência, como rebeliões. Com autonomia de 7,5 horas de vôo, a aeronave pode levar em pouco mais de uma hora um ou dois pelotões da Tropa de Choque de São Paulo para qualquer presídio no Estado.Dos dois helicópteros colocados à disposição do governo de São Paulo, o HA-1 Esquilo e o HM-3 Cougar, o governo optou por ficar apenas com o Cougar, o maior em atividade na aviação do Exército. Com capacidade para transportar 22 homens, além da tripulação, e 4,5 mil quilos de carga externa, o helicóptero escolhido leva em cada lado uma metralhadora calibre 7,62 mm. O general Carvalho declarou que a tropa da Polícia Militar que for utilizar o equipamento passará por um treinamento prévio e o Estado tem um prazo de 30 dias, que pode ser prorrogado, para a utilização do helicóptero. Foi definido também que o governo de São Paulo ficará responsável, por enquanto, pelo pagamento de US$ 5.060, valor da hora de vôo. O interesse da Secretaria da Segurança Pública seria que o governo federal assumisse os custos do uso da aeronave.Pelo Exército, assinaram também o acordo, o comandante militar do Sudeste, o general-de-divisão Sérgio Luis Vaz da Silva, comandante da 2.ª Região Militar, e o general-de-brigada Manoel Morata de Almeida, chefe do Estado-Maior do CMSE.Outro convênioAlém dos helicópteros, o governo de São Paulo quer assinar outro convênio para poder usar as fotografias de satélites da inteligência do Exército e planejar operações de combate ao tráfico de drogas. Os militares têm acesso a imagens mais nítidas e melhores que as usadas pela PM. A 2.ª Seção da PM (Informações) usa as imagens de um satélite israelense que passa por São Paulo duas vezes por semana.Além disso, o secretário de Segurança Pública, Saulo Abreu, afirmou que gostaria de contar com tropas da Infantaria do Exército em "operações saturação" - a ocupação de áreas dominadas por traficantes de drogas - e para tomar conta de muralhas de presídios. Essas propostas, no entanto, ainda não saíram do papel.

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