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Lembo descarta ajuda, mas Exército está de prontidão

Apesar de o governo paulista ter rejeitado a ajuda das Forças Armadas para enfrentar os ataques do PCC, o Exército já está de prontidão desde a noite de sexta-feira no Estado de São Paulo. Integrantes do Alto Comando se dizem "extremamente preocupados" com a situação e avaliam que a participação do Exército serviria para reduzir a sobrecarga da Polícia Militar.As tropas federais poderiam cuidar da segurança ostensiva nas ruas e nos pontos mais visados pelos bandidos, com delegacias. Com isso, de acordo com os comandantes militares, a PM poderia se concentrar em ações como o controle de rebeliões em presídios, a execução de mandatos de busca e apreensão ou a realização de batidas em favelas."Só o fato de aumentar a presença de militares e tropas nas ruas já melhora a situação porque, no mínimo, inibe o crime", disse um general. Para os militares, a "picuinha política está falando mais alto que a verdadeira preocupação com a população".Em São Paulo, onde está sediado o Comando Militar do Sudeste, há 16 mil homens do Exército. No Vale do Paraíba, estão a Brigada Aeromóvel e a Brigada Paraquedista, tropas teriam condições de se deslocarem rapidamente para a região da capital do Estado. A avaliação dos militares é que, depois de três dias de violência, a situação chegou a um ponto "muito grave".Governo de São Paulo decide não aceitar ajuda federalO governo de São Paulo decidiu nesta tarde não aceitar a ajuda do Exército e da Força Nacional de Segurança Pública para controlar a violência no Estado. Ao anunciar a decisão, o governador Cláudio Lembo disse que as forças de segurança estaduais estão conseguindo controlar efetivamente a situação."Chegamos à conclusão de que o Exército, neste momento, é algo desnecessário e agradecemos ao governo federal por nos oferecer essa possibilidade", afirmou Lembo, em entrevista coletiva, ao lado do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.O ministro da Justiça viajou para São Paulo para se encontrar com Lembo, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para discutir medidas para debelar a crise de violência que atinge o estado desde a última sexta-feira. Em três dias de conflito, já ocorreram mais de 80 mortes.Bastos disse que confia nas forças de segurança do estado de São Paulo, que darão conta de enfrentar a atual situação. Mesmo assim, o ministro assegurou ao governador que está à disposição do estado "tudo aquilo" que o governo tiver em matéria de força federal. "Se for necessário isso, e confiamos que não seja necessário isso, estará isso absolutamente à disposição do governo de São Paulo", ressaltou.O governo, acrescentou Bastos, considera que "a crise está sendo enfrentada de maneira competente pelas forças de segurança estaduais, com a colaboração da Polícia Federal, que está cada vez mais ativa no compartilhamento, na parceria, e na cooperação".

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