Lembo diz que Saulo Abreu fica no governo até o fim do mandato

O governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), garantiu neste sábado que o secretário de Segurança Pública do Estado, Saulo de Castro Abreu, continua no cargo até o fim de seu mandato, em 31 de dezembro. Em cerimônia realizada para a recepção de novos cadetes na Academia do Barro Branco, na capital, Lembo demonstrou apoio público ao secretário. "Ele só sai se quiser", afirmou.Com a demissão do secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, após a crise gerada pelos ataques do PCC há duas semanas, aumentaram os rumores de que Saulo Abreu deixaria o governo. Quanto a Furukawa, Lembo afirmou: "saiu porque quis". Abreu estava na cerimônia, mas não quis falar com os jornalistas. No discurso aos novos cadetes do Barro Branco, o secretário afirmou que enquanto estiver à frente da secretaria (e via de regra da Polícia Militar) manterá o mesmo tom. "Não serão críticas que me farão mudar de posição", discursou.Quanto às 123 pessoas mortas em supostos confrontos com a polícia nas duas últimas semanas, após os ataques do PCC, o governador Claudio Lembo disse em entrevista antes da cerimônia que não considera o número excessivo. "Foram confrontos de rua em dias difíceis, em que ninguém podia diferenciar situações adversas. A polícia agiu dentro da lei, para manter o estado de direito", afirmou.Indagado se o governo determinará alguma investigação paralela à do Ministério Público para apurar como ocorreram as mortes, Lembo disse que os casos não explicados serão apurados pela Corregedoria da Polícia Militar. "Se alguém cometeu excessos, será penalizado."O governador também disse que vai mandar investigar as gravações feitas supostamente por carcereiros dentro da penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes, mostradas pela revista Época na edição deste fim de semana. As gravações mostram conversas dos carcereiros com o líder do PCC, Marcos Herbas Camacho, o Marcola, que se queixa do tratamento dispensado aos presos, além da rotina dentro da cadeia. Lembo disse não ter lido a reportagem, mas afirmou não acreditar que as imagens tenham sido feitas pelos servidores.

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