Lembo não acredita que novos ataques sejam obra do PCC

O governador Cláudio Lembo (PFL) afirmou na tarde desta quarta-feira, 30, que os ataques feitos em São Paulo e em algumas cidades do interior, como Santos e Ribeirão Preto, não passaram de casos isolados e não podem ser considerados graves. "Fizemos todas as perícias e análises e constatamos que não houve nada grave na noite de ontem em São Paulo. Não há uma preocupação maior". Lembo procurou desvincular do Primeiro Comando da Capital a autoria dos ataques a dois bancos, uma base da Polícia Militar e uma escola, na noite de terça-feira, 29, em São Paulo. Para ele, as ações criminosas que queimaram caixas eletrônicos e balearam um posto da PM e um vigia escolar são movimentos isolados, praticados por pessoas com "tendência criminosa e doentia"."O que aconteceu essa noite (terça-feira) foi uma coisa muito específica num determinado banco em São Paulo. Na verdade, não houve nada de excepcional. Foi uma garrafa de álcool, ele (o criminoso) espalhou o álcool. Foi gravado pelas câmeras do banco, e depois os próprios vigias apagaram o incêndio. No outro caso houve ataque a máquinas eletrônicas. E no outro caso, segundo a perícia inicial, não foi tiro, foi uma pedrada, em São Bernardo, na base da Polícia Militar. São coisas que não me parecem preocupantes", disse nesta quarta-feira, 30, após cerimônia de assinatura de convênio de implantação do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Aeronáutica, em São José dos Campos.Lembo pediu que a população fique tranqüila e confie no trabalho das polícias e no serviço de inteligência. "As polícias estão trabalhando bastante, não há o que se preocupar". "Não vai haver ataques não (hoje). Eu sempre acredito que as pessoas têm bom senso médio que está diluído em toda a sociedade. E também (está diluído) até na criminalidade. Não acredito em nada excepcional. Mas estamos agindo, com trabalho muito intenso, particularmente da nossa Polícia Militar", previu Lembo.O governador descartou qualquer ligação entre as transferências de 76 presos de Presidente Bernardes para o sistema Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) da penitenciária de Avaré. "Não é causa e efeito, até porque os próprios presos queriam ser transferidos. A transferência foi absolutamente normal e até para o conforto dos próprios presos".Ampliada às 18h20

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