Lembre os maiores massacres em presídios do Brasil

Chacina em Manaus, que deixou 56 detentos mortos, é a maior em presídios no Brasil desde o massacre do Carandiru

O Estado de S. Paulo

02 Janeiro 2017 | 15h48
Atualizado 02 Janeiro 2017 | 20h52

O confronto entre as facções Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC) no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, que deixou 56 mortos entre a tarde de domingo, 1, e a manhã desta segunda-feira, 2, é o segunda maior chacina em um presídio de uma só vez desde o Massacre do Carandiru, em São Paulo, em 1992. Veja outros casos e reportagens das épocas.

Carandiru

Em 2 de outubro de 1992, na véspera das eleições municipais, 111 presos foram mortos durante a invasão da Tropa de Choque da Polícia Militar ao Pavilhão 9 do presídio Carandiru, em São Paulo. O local tinha sido tomado pelos detentos após briga entre grupos rivais. Os policiais usaram fuzis, submetralhadoras e revólveres, sob comando do coronel Ubiratan Guimarães

Urso Branco

Em janeiro de 2002, 27 detentos foram mortos por outros presos quando a Polícia Militar entrou na Casa de Detenção Dr. José Mário Alves da Silva, conhecida como Urso Branco, em Porto Velho (RO) para acabar com uma rebelião. Houve relatos de decapitações e o caso foi levado à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Benfica

Em junho de 2004, uma batalha que durou mais de 60 horas entre duas facções criminosas terminou com 31 presos e um agente penitenciário mortos na casa de custódia de Benfica, no Rio. Os corpos foram encontrados aos pedaços, o que dificultou a contagem e a identificação das vítimas. O caso ficou conhecido como "Carandiru de Garotinho", menção ao então governador do Rio de Janeiro na época.

Pedrinhas

O presídio em Maranhão teve em novembro de 2010 uma rebelião que resultou em 18 presos mortos por rivais. O local também enfrentou uma crise ao longo do ano de 2013, quando cerca de 60 presos foram assassinados nas sete prisões do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Durante o ano de 2014, pelos menos outros 17 foram mortos nos presídios.

Boa Vista e Porto Velho

Rebeliões causadas pela guerra entre as duas das principais facções criminosas que comandam o crime dentro dos presídios do País – o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) – causaram pelos menos 18 mortes em presídio s de Roraima e de Rondônia ao longo de 24 horas em outubro de 2016.

Ilha Anchieta

Em junho de 1952 uma grande rebelião de presídio da Ilha de Anchieta, em Ubatuba, causou pânico no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro depois que os presos entraram em confronto com os guardas e fugiram para o continente. Oficialmente, dezesseis pessoas morreram, entre guardas e presos, mas os boatos foram intensos na época e falavam em uma centena de vítimas, número nunca confirmado.

Chacina do 42.º DP

Em fevereiro de 1989, 18 presos morreram asfixiados na Delegacia do Parque São Lucas, em São Paulo. Eles estavam entre os 50 presos colocados por policias numa cela de 1,5m x 3m, onde só caberiam cinco pessoas, como castigo após uma tentativa de fuga. Eles ficaram no cubículo fechado por três horas. O caso ficou conhecido como a chacina do 42.º DP.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.