Léo movimentou US$ 7 mi com carregamento de droga e suborno

Nos últimos dois anos, o traficante Leonardo Dias Mendonça gastou US$ 7.3 milhões em pagamentos de carregamento de droga e suborno. As informações foram obtidas pela Polícia Federal após a abertura do sigilo de Léo, como é conhecido, e que poderão apontar nos próximos dias, para onde foi enviado o dinheiro. Um dos suspeitos de ter recebido suborno do traficante é o deputado federal Pinheiro Landim (PMDB-CE) supostamente líder de um esquema de expedição de habeas corpus em favor de Léo e seu grupo.Na quebra de sigilo a PF descobriu que de 2000 até o final do ano passado, Léo movimentou US$ 10 milhões em várias contas bancárias, sendo que a maior parte foi dissolvido em outros pagamentos. Na relação, há também diversas ordens de pagamento em favor de Léo e há envio de dinheiro para a Colômbia - provavelmente aos centros produtores de cocaína - e Estados brasileiros, cujos nomes a PF mantém em sigilo para evitar prejuízos às investigações.A PF acredita que a movimentação era bem maior, mas pelo fato do traficante usar telefone via satélite, ficou faltando a checagem de algumas outras informações sobre contas bancárias. Hoje, a Polícia Federal enfrenta dificuldades em fazer rastreamento e escutas telefônicas de traficantes por causa da falta de equipamentos especiais para telefones satélites. "Há umafase nesta investigação que Leonardo Dias Mendonça ficou sem controle da polícia", confirma uma fonte do Ministério Público Federal. "A atuação dele na Colômbia, por exemplo, ficou sem ser apurado." Nos levantamentos feitos pela PF ficou constatado que Dias Mendonça fez centenas de operações e circulou tanto no Brasil, como no exterior, 20 toneladas de cocaína, a maior parte deorigem colombiana. Atualmente, os investigadores estão trabalhando no levantamento sobre o volume de armas contrabandeadas pelo traficante do Paraguai e Suriname, abase mais usada por Léo. Leonardo Dias Mendonça é considerado hoje o traficante mais atuante do Brasil, inclusive era o fornecedor de cocaína para Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Além das 20 toneladas da droga traficada, a PDF conseguiu apreender 3.226 quilos que iria ser distribuída, sendo que 640 quilos tinha São Paulo como destino final. A cocaína, que iria para cidades do interior e a própria capital vinha da Colômbia e Bolívia.Apesar de abastecer parte do País, o tráfico comandado por Léo tinha sempre como meta principal o exterior, principalmente a Europa e Estados Unidos. Seus meios de transportes também se diversificavam, utilizando desde navios cargueiros até pequenos aviões com pára-quedistas. Isso aconteceu em Cabo Verde, onde a polícia local apreendeu uma aeronave e a droga. O tráfico e suas conexões

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