Lessa falta a depoimento sobre desvios

O ex-governador e candidato ao governo de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), não compareceu à Superintendência da Polícia Federal de Alagoas para prestar depoimento no inquérito que apura o desvio de recursos das obras de macrodrenagem do Distrito Industrial de Maceió.

Ricardo Rodrigues / MACEIÓ, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2010 | 00h00

Acusados pela PF durante a Operação Navalha, em 2007, Lessa seria ouvido ontem de manhã. A assessoria da corporação informou que foram desviados à época cerca de R$ 14 milhões. Os valores atualizados chegariam a R$ 46 milhões.

Gautama. Também deveriam ser ouvidos o ex-governador de Alagoas Manoel Gomes de Barros e o empresário Zuleido Veras, dono da Construtora Gautama, pivô do escândalo e responsável pelas supostas obras superfaturadas. Nenhum deles compareceu à sede da Polícia Federal.

De acordo com a assessoria da PF, os faltosos serão enquadrados no artigo 260 da Código de Processo Penal e poderão ser conduzidos coercitivamente para prestar depoimento. "Se o acusado não atender à intimação para o interrogatório, reconhecimento ou qualquer outro ato que, sem ele, não possa ser realizado, a autoridade poderá mandar conduzi-lo à sua presença", diz o código.

O superintendente da PF em Alagoas, Amaro Vieira, ficou de divulgar uma nota falando sobre a possibilidade de indiciamento dos acusados. Depois de dizer que os acusados foram notificados, assessoria de imprensa da PF informou que nenhum deles deu qualquer justificativa.

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